terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Los Roques - Noronkys, Rabusky, Krasky e Sarky
A noite encontramos o Celsinho, outro amigo do Leo, que está na pousada Pelicano. Ela fica um pouco mais afastada do centro, está menos sujeita aos barulhos de gerador e música alta e parece ser do mesmo nível da Los Corales e Paraiso Azul. Fomos com ele na Posada Natura Viva encontrar um amigo dele e ela parece um hotel, tem quase 20 quartos e custa o dobro do preço. Apesar disso alguns problemas independem do nível da pousada: ela está ao lado da Plaza Simon Bolivar, onde fica a "balada" noturna.
Na 2a-feira, passamos o dia em Sarky, onde disseram que poderíamos mergulhar e ver tartarugas. Já entendemos que nem tudo que dizem por aqui é 100% exato, então não ficamos tão tristes ao perceber que as tartarugas não estavam lá, pois em compensação vimos diversos tipos de peixes e corais com nosso snorkel. Só havia mais umas 10 pessoas, a sensação era de que a ilha era só nossa e uma piscina natural verdinha ainda completava o visual!
Descansamos no final da tarde e às 8h30 fomos para a Paraiso Azul II para a ceia de Reveillon, que tinha lagosta, salada de polvo, pernil e atum de diversas formas. A "balada" alternava entre a Plaza Simon Bolivar (com músicas e população local) e a posada La Gotera (com maior concentração de extrangeiros). Teve uma pequena queima de fogos e eles soltam vários balões que se perdem no oceano. Nenhuma das baladas nos cativou e fomos dormir às 2 da manhã.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Los Roques - Cayo de Agua e Dos Mosquises
Saímos de lá e fomos para a ilha de Dos Mosquises, que conduz um projeto para salvar tartarugas ameaçadas de extinção. Eles as criam até um ano de idade. A Juli pôde segurar uma e soltar ela no mar!
Na volta tivemos problemas com o motor e voltamos bem devagar, até que paramos em outra ilha e mudamos de lancha. Nem tudo são flores aqui: muitas picadas de mosquito, a luz na vila é intermitente, os geradores são barulhentos e já tivemos 2 baratas no quarto (aparentemente são comuns aqui e a Juli ta ficando mais corajosa). Nossa máquina fotográfica não é a prova d'água como anunciado e parou de funcionar no primeiro teste aquático (ainda bem que o Macalé e o Rafa tiram bastante foto). O único problema com o sol foi o Leo ter queimado a panturrilha fazendo snorkel. O preço das pousadas não é barato e quem gosta de conforto poderia se perguntar se não preferia ficar em um hotel top em outro lugar pelos mesmos 200 dólares da diária (com pensão completa). Mas estamos gostando muito e ontem comemos um atum delicioso no jantar, pescado no dia. Cada lugar com suas vantagens!
sábado, 29 de dezembro de 2012
Los Roques - Madrizqui e Francisky
A Posada Los Corales só tem 4 quartos e tudo é feito pelos donos (Jesus e Celeste) e uma ajudante (Sulimar), mas nessa época os 3 filhos deles também estão aqui ajudando. O quarto tem ventilador e ar-condicionado e gostamos muito do atendimento e atenção dos donos. Não é a pousada mais luxuosa da ilha mas também não é a mais simples. Tivemos o sentimento que a qualidade das pousadas é proporcional ao preço e os passeios também são tabelados.
No primeiro dia fomos pra ilha de Franzisky, a segunda mais próxima de Gran Roque (a maior ilha, onde ficam a vila e as pousadas). Uma lancha a motor com capacidade para umas 12 pessoas nos levou para a ilha e nos deixou lá, com guarda-sol, cadeiras e a cava preparada pelo Jesus. Cava é uma caixa térmica com água, refrigerante, sanduíche, frutas, bolachas, um saco de gelo e no nosso caso cerveja (cobrada a parte), tudo o que precisamos para passar o dia na praia! Lá já encontramos a Raquel (irmã do Macalé) e o Rafa e passamos o dia com eles. A água do mar é maravilhosa e alterna tons de azul e verde. Dá pra mergulhar com snorkel todos os dias e andar na praia para ver outros lados da ilha, muito legal!
Saímos de lá umas 4 da tarde, chegamos na pousada, tomamos banho e fizemos uma siesta. O jantar é servido às 19h30 em uma mesa para os 8 hóspedes da pousada e é delicioso, sempre tem peixe fresco pescado no dia! Na nossa pousada só têm casais venezuelanos, o que é muito bom pois estão sempre nos ensinando coisas daqui.
O dia seguinte foi bem parecido só que fomos para Madrisqui e lá tem um pequeno cayo, uma passagem de areia com agua nos dois lados, muito bonita! O Macalé chegou e nosso grupo agora já tem 6 pessoas. Amanhã vamos conhecer Cayo del agua.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Los Roques - Bajo Fabian e Boca de Sebastopol
No dia 02/01 fomos para Bajo Fabian, um pequeno banco de areia no meio do mar azul! Fomos os primeiros a chegar e por 10 minutos pensamos que o teríamos só pra gente, mas depois chegaram mais alguns barcos. A sensação de isolamento foi ótima! O Macalé e a Raquel foram embora ao meio-dia pra voltar pro Brasil e nós ficamos até umas 4. Comemos um atum sensacional no jantar!
No dia 03/01 tivemos provavelmente nosso melhor dia! Fechamos o passeio para Boca de Sebastopol na Posada Guaripete, com um guia chamado Chichi. Pra começar falamos diretamente com ele e a dona da pousada na noite anterior, sem intermediários e eles nos explicaram exatamente como seria o dia. Saímos um pouco mais cedo do que o normal pois ficamos num banco de areia com espaço limitado. Chegamos lá e fizemos um pouco de snorkel, mas tinha correnteza e era muito raso, então não foi dos melhores. Quando já estávamos nos acomodando para tomar uma cerveja o Chichi passou, falou que iria fazer snorkel e perguntou quem queria ir com ele e é claro que fomos. Para nossa surpresa ele pegou o barco e andamos alguns metros até chegar numa parte que parecia mar aberto, com ondas pequenas mas que davam uma certa apreensão. Ele pulou antes, disse que estava tudo ok e nós fomos em seguida (com mais 4 passageiros). Quando entramos no mar toda a apreensão passou! Tudo muito calmo, visibilidade gigantesca e um fundo do mar que parecia protetor de tela de computador: peixes coloridos, corais e os raios de sol entrando no mar, foi maravilhoso! O Chichi ficava mergulhando e procurando bichos no meio das pedras e acabou conseguindo pegar um caranguejo que levamos pra praia. Diz a lenda que uma vez ele pegou umas lagostas nesse esquema e cozinhou ali no banco de areia mesmo para os passageiros do barco dele! Foi muito legal ver um barqueiro que realmente gosta do que faz e se diverte explicando e mostrando as coisas pros turistas porque tirando ele todos até então sempre tinham sido secos e pouco comunicativos. No final ainda passamos por Cayo Vapor (carinhosamente apelidado de Cayo desnecessário), que como todas as ilhas é linda, mas o dia já tinha valido a pena.
Dia 04/01 foi nosso último dia: fomos para Franzisky de novo, que fica a 10 minutos de distância. Fizemos um snorkel sem graça (ainda com a lembrança fresca do dia anterior) e saímos às 14hs para pegar o voo da Aerotuy às 17 pra Caracas e de lá o voo Tam das 20hs pra São Paulo. A conexão foi extremamente apertada mas já estamos embarcando de volta. Vai ser muito difícil se acostumar com a realidade de novo depois de passar 9 dias nesse lugar maravilhoso!!!
Caracas
Quando chegamos o Andrés (amigo de um amigo do Leo) já estava nos esperando no aeroporto. O assédio de doleiros e taxistas foi menor do que esperávamos, talvez porque estivéssemos com ele. Ele nos levou pra casa dele em seu carro e no caminho já nos contou um pouco sobre a Venezuela e que um tanque cheio de gasolina custa menos de 1 dólar! Do caminho pudemos ver alguns morros com favelas muito parecidas com as do Brasil. Ficamos num quarto de hóspedes em um apartamento grande e um pouco antigo, onde ele vive com a mãe e a tia. Antes de dormir tomamos um famoso rum venezuelano, conversamos bastante e definimos o roteiro para o dia seguinte.
Acordamos e o Andrés tinha nos preparado arepas, a comida mais famosa da Venezuela. É uma mistura de pão com panqueca e que pode ter qualquer recheio (no nosso caso presunto e queijo). Ele nos emprestou 500 bolívares fuertes e nos deixou no metrô pois tinha uma entrevista de emprego (ele trabalha com tecnologia e estava de férias). O metrô de Caracas já foi considerado o melhor da América Latina e é bem parecido com o de São Paulo. Fomos pro centro onde vimos a casa onde Simon Bolivar morou, a Plaza Bolivar (com seus edifícios coloniais restaurados) e o Palácio de Miraflores. Por toda parte há cartazes enaltecendo Chávez e o regime socialista.
Na hora do almoço encontramos o Andrés que nos apresentou um amigo da faculdade que queria comprar dólares. Explico: o preço do dólar é fixo (1USD = 4.7 bolívares fuertes) e cada cidadão só pode comprar 3000 dólares por ano, de acordo com uma série de leis. Isso faz com que exista um mercado paralelo intenso e que as pessoas paguem 16 bolívares por dólar (para acompanhar a cotação é só olhar o http://www.twitter.com/chavezparalelo). Com esse câmbio tudo ficou extremamente barato pra nós!
De lá fomos para o Ávila, uma montanha que separa Caracas do mar. Pegamos o bondinho e subimos 1500 metros de altitude, lá em cima a temperatura já é bem mais fria do que na cidade! No topo tem um restaurante italiano e várias barraquinhas de comida típica, comemos cachapa que é uma espécie de panqueca de milho com recheios variados. É um lugar bem familiar e estava cheio de crianças. Depois do Ávila fomos a um mirante na cidade (em um bairro rico) e passamos na Farmatodo, uma farmácia estilo Walgreens. Chegamos em casa exaustos e fomos dormir bem cedo.
Acordamos às 4 da manhã e pegamos um táxi pro aeroporto. Lá descobrimos que para chegar ao paraíso é necessário passar pelo purgatório: filas desorganizadas e nenhuma informação da Aerotuy. Depois do checkin bagunçado chegamos no portão 5, onde não havia nenhum sinal do nosso voo, que também não aparecia na lista de embarques. Todos os passageiros ali tentando descobrir o que acontecia e os funcionários do aeroporto não diziam nada e eram extremamente mal-educados. Finalmente às 8hs (o voo deveria sair às 7:30) nos deram alguma informação e conseguimos sair às 9 com destino a Los Roques! Agora é só aproveitar!
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Puerto Iguazu
Hoje o dia foi mais corrido: acordamos mais cedo, fizemos check-out e fomos para o Parque Cataratas del Iguazu (do lado argentino). Ao invés de ônibus o transporte é feito por trem e é bem menos eficiente e organizado que o lado brasileiro. Tivemos que pegar 2 trens e meia hora de filas para chegar na estação Garganta del Diablo, que é a atração principal. Ao chegar lá caminhamos 1100 metros por passarelas sobre o rio até chegarmos na parte superior da maior queda d'água das cataratas: essa é sem dúvida a melhor vista tanto do lado brasileiro quanto do argentino! De lá para a saída perdemos mais uma hora em filas do trem.
Além da garganta do diabo, o lado argentino tem mais 2 circuitos (trilhas), chamados superior e inferior: um leva cerca de 4 horas, pega um bote e tem trilha numa ilha e o outro leva cerca de 2 horas. Não fizemos nenhum dos dois mas parece que um segundo dia no parque argentino valeria a pena (inclusive o segundo dia sai pela metade do preço). Se você só tiver um dia e tiver que escolher entre o lado brasileiro e o argentino nós recomendamos o argentino, pois nele é possível fazer o mesmo passeio de barco e não tem nada parecido com a garganta do diabo do lado brasileiro.
Saímos do parque e almoçamos no El Quincho del Tio Querido, que é o restaurante mais próximo da fronteira e talvez por isso esteja sempre cheio e tenha pior atendimento (num calor de 30 graus fizeram a gente ficar esperando do lado de fora do restaurante, sendo que havíamos feito uma reserva que aparentemente não serve pra nada). A comida porém estava boa, a Juli comeu um salmão ao limone e o Leo um bife de chorizo a la pimienta e papas a la crema. De lá passamos no free shop da fronteira para as compras de última hora.
Ainda tivemos que abastecer o carro antes de devolvê-lo (pois as locadoras cobram R$5 por litro) e o posto de gasolina mais próximo fica quase no centro de Foz do Iguaçu (saindo do lado argentino pegar a rotatória para a esquerda, sentido centro de Foz). Chegamos no aeroporto, devolvemos o carro e esperamos uma hora e pouco até o voo, que saiu antes do horário previsto (nunca vimos isso!). Foi um feriado com jeito de ferias, uma viagem que vale muito a pena!
sábado, 17 de novembro de 2012
Chegada ao Loi Suites e primeiro dia no Paraguai
No dia seguinte tomamos café-da-manhã (que também é muito bom), demos uma descansada e partimos para o Paraguai. A piscina estava convidativa, mas teremos nosso dia livre pra ficar no hotel. Cruzamos de volta para o Brasil, fizemos o seguro Carta Verde (um seguro contra terceiros obrigatório na Argentina, R$50 por 4 dias) e chegamos na Ponte da Amizade. Nosso carro alugado não pode ir pro Paraguai, então estacionamos no lado brasileiro e cruzamos a ponte a pé! O trânsito estava intenso nos dois sentidos e todos os carros/vans eram muito velhos e com placas do Paraguai. Apesar de tudo a vista lá de cima é bem bonita!
Ciudad del Este é um lugar muito desagradável. Lotado de gente e camelôs por todos os lados, todos te oferecem tudo, de água a loja de eletrônicos, de meias a celulares piratas. Seguimos algumas dicas que tínhamos lido na internet: fomos na Sax, uma loja de departamento extremamente chique, com preços tão altos quanto. Em seguida fomos na Mona Lisa, que tem de tudo e onde não compramos nada (mas tomamos uma cerveja). Por fim o Shopping del Este, onde o Leo comprou um tênis da nike, original, nossa única aquisição no Paraguai. A Juli, para não dizer que saiu zerada, comprou um sorvete. Estava muito calor pra atravessar a ponte a pé de novo e pegamos um táxi: eles começam pedindo R$50 só pra cruzar a ponte, choramos o quanto deu e conseguimos por R$30. Aparentemente a Polícia Federal não pára os táxis; vimos um ou outro carro normal sendo parado. Vale dizer também que não vimos uma nota sequer de guarani e reais, dolares e pesos argentinos são amplamente aceitos. Moral da história: só vá para o Paraguai se você realmente quiser fazer compras e souber que aquilo que deseja comprar é bem mais barato do que no Brasil (e se não tiver problemas com aglomerações, falta de paciência, pânico ou claustrofobia).
Voltamos ao hotel e ficamos um tempinho na piscina, bem agradável, ainda mais depois do dia no Paraguai. A Juli fez massagem e o Leo tomou Quilmes. A noite fomos no Casino Iguazu e investimos 30 dólares no blackjack, sem sucesso. É impressionante como as máquinas de slot machine estão cada vez mais complicadas e temáticas: tem do Alien, Sex and the City, Ghostbusters e por aí vai.
Saímos do cassino e ficou tarde para comer uma parrilla, acabamos parando no restaurante La Tata por acaso. Ele tem mesas ao ar livre numa pracinha, simples porém agradável. Dividimos um sanduíche de milanesa de pollo e voltamos pro hotel exaustos. No dia seguinte iríamos pro Parque Nacional do Iguaçu (lado brasileiro).