sexta-feira, 1 de julho de 2016

Austin

Saímos de New Orleans às 9h30 da manhã: a Juli comprou café e o Leo alugou o carro, um Ford Fusion totalmente computadorizado. A viagem deveria levar sete horas e meia. Começamos parando num shopping em Baton Rouge, para pegar o reembolso das taxas pagas em nossas compras. O tempo virou e pegamos bastante chuva. Uma bela hora o painel avisa "Low Pressure Tire" e o pneu começa a fazer barulho: pronto! Conseguimos andar mais uns quilômetros e sair num posto de gasolina, que era aquela típica parada de estrada americana do interior. O Leo olhou os pneus e pareciam ok, não estavam no chão, não dava nem pra saber qual deles estava com problema (o carro todo computadorizado bem que podia avisar isso). Ligamos pro suporte da locadora, que mandou um serviço de assistência, que mandou um cara que mediu os pneus, viu qual estava com problema, colocou o estepe e se mandou. O problema é que o estepe aqui é um pneu diferente, mais simples, só pra quebrar um galho. Tivemos que ir até a locadora no aeroporto regional de Lafayette para trocar de carro e pegar um novo. Pegamos um Chevrolet Malibu, um pouco pior que o outro, mas que deu conta do recado: seguimos viagem tranquilos e chegamos em Austin às 9h30 da noite, brindados por um belo pôr-do-sol!

Austin é uma cidade universitária, a capital do Texas e um berço liberal no meio de um estado totalmente conservador. A cidade é super legal, tranquila, fácil de andar. Nosso primeiro passeio foi também o mais legal: River Tubing (que fica em New Braunfels, a uma hora de distância). Tem várias empresas que alugam bóia, daquelas redondas para sentar em cima; alugam um cooler com água e cerveja amarrado em outra bóia; te levam até o parque que tem o rio; e a gente desce o rio em cima da bóia!!! Muito legal! Várias famílias, crianças, corrimão para entrar no rio, salva-vidas e até um trash boat para as pessoas jogarem o lixo. Nosso passeio durou umas duas horas, dentro de um rio maravilhoso, com água gelada para refrescar o calor do verão do Texas. Super recomendado!

Voltamos para Austin e fomos para Barton Springs, uma piscina natural dentro de um parque da cidade. Água gelada também e muitas famílias por lá, mesmo numa 4a feira (achamos que já estão em férias escolares). No fim da tarde demos um mergulho na piscina do Omni Downtown Austin, também no topo do prédio, com ótima vista, mas sem bar. À noite jantamos um ótimo hamburguer no The Jackalope, que ainda por cima estava em promoção pela metade do preço! Na 6th street tem um bar atrás do outro, quase todos com música ao vivo.

No último dia de manhã ainda conseguimos alugar uma bicicleta e pedalar uma hora na Lady Bird Lake Hike-And-Bike Trail (percurso em https://www.strava.com/activities/625735561), uma trilha que beira o rio Colorado, que corta Austin. As duas margens do rio têm parques e trilhas para andar e pedalar, inclusive com  alguns pedaços suspensos por cima do rio, muito legal! Voltamos correndo pro hotel, arrumamos as malas, almoçamos no Shake Shack Austin, passamos por dentro da University of Texas (que tem um estádio de futebol americano universitário maior que muito estádio de futebol profissional no Brasil) e pegamos 3 horas de estrada pro aeroporto de Houston! Dessa vez sem surpresas, chegamos tranquilos e estamos ansiosos para chegar e ver o Lucas!!!

New Orleans

Após passarmos duas semanas separados, o Leo voou de Mountain View e encontrou a Juli em New Orleans. Passeamos pelo French Quarter pela manhã: vimos o Rio Mississippi, andamos pelo French Market - que tem de tudo para comer e comprar (e não comemos nem compramos nada) - e voltamos para a piscina do hotel porque o calor estava muito forte. A piscina do Omni Royal Orleans é sensacional, fica no topo do hotel, tem uma bela vista para o rio e um bar muito bem servido.

À noite fomos na Bourbon Street, um show de horrores. Apesar dos inúmeros bares com música ao vivo, a rua é estranha, com muita gente meio maluca, de pregações de igreja à pessoas te chamando para os bares, muita aglomeração... Todos os nativos que conhecemos disseram que só vão para a Bourbon Street se forem obrigados, senão passam longe.

No dia seguinte fizemos o passeio que o Leo mais gostou: um tour de bicicleta pela cidade! É o melhor jeito de se conhecer, pois passamos por áreas onde não pegaríamos um táxi/uber para visitar e seria muito longe para andar. Nosso grupo tinha umas dez pessoas e uma guia local que explicou tudo sobre New Orleans. Apesar do calor de 35 graus, pedalamos 14km em 3 horas e gostamos bastante! Destaque para o New Orleans City Park, por onde só demos uma passada rápida, mas é super bonito e acho que não é muito visitado. Vejam nosso percurso: https://www.strava.com/activities/621798992

Ficamos um pouco na piscina depois da pedalada e fomos para a Frenchmen Street, essa sim uma rua super legal, cheia de barzinhos com música ao vivo, com a mesma proposta da Bourbon Street, mas com muito menos gente e menos maluquice. Vimos um show de uma banda de jazz, depois comemos uma massa no restaurante Adolfo´s e vimos outro show em um bar super legal, assistindo também a final da Copa América que a Argentina perdeu pro Chile nos pênaltis. O soccer está pegando por aqui: todos os bares passavam os jogos da Copa América e da Eurocopa.

No dia seguinte fomos de streetcar (bondinho!) para o Garden District, onde ficam umas casas antigas e famosas; e de lá para o World War II Museum. O museu é enorme, tem aviões da 2a Guerra, um cinema 4D narrado pelo Tom Hanks e um simulador de batalha num submarino. Depois fizemos umas compras no Riverwalk Mall, que tem outlets baratos, mas com poucas opções, e vimos mais um show ao vivo no restaurante ao lado do shopping. Malas prontas e partida para Austin na manhã seguinte!

domingo, 3 de janeiro de 2016

Praia do Forte - primeira viagem do Lucas!!!

A primeira viagem do Lucas foi com 1 ano e 5 meses e o destino escolhido foi a Praia do Forte! Pesquisamos muito sobre destinos com crianças e o modelo resort all-inclusive nos convenceu pela facilidade. Existem resorts em Punta Cana/Cancun muito mais baratos do que no Nordeste do Brasil, mas a passagem é bem mais cara e o vôo leva no mínimo 8 horas, se não tiver que fazer escala. Optamos pelo Iberostar Praia do Forte por estar a uma hora de Salvador e conseguimos pegar as passagens com milhas.

Contratamos uma motorista para nos levar ao aeroporto que tinha cadeirinha de criança, já que os táxis comuns não têm esse acessório. As companhias aéreas não permitem check-in online quando um dos passageiros é criança de colo, mas em todas as filas do aeroporto passamos como prioritários! É muito importante não esquecer a certidão de nascimento da criança e caso os pais não viajem juntos é necessária uma autorização do outro pai.

O Lucas adorou o avião! Quis mexer em tudo, principalmente nos botõs do teto, acendeu e apagou as luzes dezenas de vocês e chamou a aeromoça uma vez driblando nossa proibição. Dormiu na primeira hora no colo do Leo e brincou bastante na segunda: saiu andando pelo corredor, mexeu com as pessoas, assistiu um pouco de Galinha Pintadinha PlayKids (muito bom baixar e poder ver offline). O transfer para a Praia do Forte era um micro-ônibus e não tinha a cadeirinha de bebê que tínhamos pedido, mas ele dormiu mais uma hora no colo do Leo.

Chegamos no Iberostar Paraia do Forte, que tem uma infra-estrutura sensacional, apesar de alguns problemas.

Estrutura do Hotel: são mais de 500 quartos divididos em 3 blocos, cada um com predinhos de 3 andares. Os blocos 5 e 7 ficam nas pontas e o 6 é o central, mais bem localizado. Um bloco vai desde a área próxima ao lobby/restaurantes até o mar; entre os blocos diversas piscinas em formatos arredondados, de várias temperaturas (sempre quentinhas!) e espreguiçadeiras com quiosques. A piscina infantil foi onde passamos mais tempo e a que o Lucas mais gostou: 30cm de profundidade, com um navio pirata gigante de onde saíam 4 toboáguas e que a cada minuto jogava um balde d´água de seu mastro. A piscina ainda tinha 2 escorregadores menores que o Lucas descia sozinho e uma tartaruga que jorrava água pela boca. Para ir do nosso quarto para qualquer lugar era uma caminhada de alguns minutos, mas sempre agradável, pois o hotel é muito bonito.

Quarto: nosso primeiro quarto era bem espaçoso, banheiro enorme, frigobar, ar-condicionado, varanda e o berço que havíamos pedido. Apesar de pedirmos 3 vezes por um quarto tranquilo (na reserva, 15 dias antes e no check-in), nos deram o quarto mais próximo possível do teatro, que tem atividades/festa todas as noites. Resultado: primeira noite som de balada no máximo dentro do nosso quarto; Lucas dormiu, a gente não. Dia seguinte foi meio na função de trocar de quarto: solicitamos a troca logo cedo, supervisora só chegava 8h30 para aprovar; confirmou de manhã; combinou a troca para às 16 horas; arrumamos as malas de novo; saímos da piscina para estar prontos às 16 horas e esperamos uma irritante hora até um mensageiro vir buscar nossas malas para levar para o quarto novo (saímos do 7072 para o 5067); quarto novo estava sem berço e ar-condicionado estava quebrado; chamamos manutenção e por aí vai. O quarto novo foi bem silencioso e era parecido com o primeiro, mas um pouco menor. Com carrinho de bebê é importante ficar no térreo para não ter que subir e descer as escadas.

Rotina: acabamos seguindo mais ou menos a mesma rotina todos os dias. O Lucas acordava entre 5h30 (!!) e 7 da manhã, pois na Bahia não tem horário de verão. O Leo acorda mais cedo e já saía com ele do quarto, colocava roupa de piscina e ia passear pelo hotel. O Lucas adorou ficar correndo no gramado atrás dos passarinhos, apesar de se desapontar por não ter conseguido pegar nenhum. Depois eles iam para a piscina infantil e a Juli os encontrava lá umas 8 horas para tomarem café-da-manhã juntos. Depois do café ficávamos na piscina até umas 10h30, quando era hora da soneca e assim conseguíamos fugir do sol mais forte. A Juli dava um banho rápido no Lucas e todos dormiam um pouco, geralmente por uma ou duas horas, mas um dia o Lucas dormiu por 4 horas! Acordávamos, almoçávamos, íamos pra piscina umas 3/4 da tarde e ficávamos até o sol se por umas 5h30/6hs. Banho em todo mundo e jantar às 7:30. Lucas jantava e dormia no carrinho, com a gente se revezando para fazer nosso prato. No último dia fizemos ele dormir antes e jantamos mais tarde, foi mais tranquilo. Depois do jantar a gente voltava pro quarto e assistia alguma coisa no Netflix - sim, a internet era boa! Uma boa pedida é levar um cabo hdmi pra poder ligar o computador na tv do hotel; não levamos, mas compramos um na cidade.

Restaurantes: o hotel tem um restaurante padrão (Pelô), que serve café-da-manhã, almoço e jantar e onde a maioria das refeições é feita; um restaurante de apoio (Maresias), que serve almoço mais simples para quem sai da piscina; e 4 restaurantes para jantar sob reserva: Oriental, Baiano, Gourmet/Francês e o próprio Maresias. O número de reservas para o jantar é proporcional à duração da estada: no nosso caso tivemos 4 reservas. O francês precisa usar calça e ir mais arrumado, então descartamos. Nos demais as entradas e sobremesas são buffet e o prato principal é à la carte. O oriental tem alguns sushis mais ou menos de entrada e o melhor prato principal são camarões salteados. O maresias tem peixes e frutos do mar. O melhor foi o baiano, onde comemos uma boa moqueca de peixe com camarão. A ceia de reveillon teve mais variedade ainda e opções mais refinadas, como atum no gergelim e uma mesa interia só de lagosta.

Sistema all-inclusive: É muito bom, especialmente com criança pequena, chegar no restaurante e se servir no buffet, sem ter que esperar o prato chegar. Melhor ainda sair sem ter que esperar ou pagar a conta. O buffet do Pelô é muito completo e a variedade é impressionante: massas e pizzas feitas na hora, saladas, lagosta, camarão, risoto, saladas, queijos, peixes, paella, lula, pernil, sobremesas, etc - a comida é boa, mas nada de destaque de comer e pensar "nossa, isso está sensacional!". Para a enorme quantidade de pessoas deve ser muito difícil fazer algo com um sabor especial que agrade todo mundo. No café-da-manhã a mesma grande variedade, tinha de tudo, inclusive um waffle com calda de chocolate delicioso! Ficamos 7 dias e não enjoamos da comida do Pelô. As bebidas também estão incluídas, tanto nos restaurantes quanto nos bares das piscinas: espumante, vinhos, chopp Amstel, Kaiser e Heineken, Black Label, Absolut, caipirinhas, sucos, água de côco. Com o Lucas aproveitamos mais os sucos e água de côco e um chopp na piscina de vez em quando (os vinhos e espumantes não nos agradaram). Até o frigobar do quarto está incluído!

Shows: chegando no hotel descobrimos que haveria vários shows ao longo da semana. Uma tarde teve Banda Eva em trio elétrico ao longo das ruas do complexo - foi legal porque pudemos levar o Lucas no carrinho! A estrutura impressionou: bares a cada 50 metros e garçons servindo chopp e caipirinha. Na noite seguinte teve Babado Novo e no reveillon Tuca Fernandes em uma tenda no campo de golfe, mas não fomos em nenhum dos dois. Todo dia tinha música ao vivo no lado das piscinas mais agitadas, o que foi legal pra gente e pro Lucas, que adora parar na frente da caixa de som. Pra quem quer sossego a piscina tranquila fica bem longe da agitação.

Alguns outros pontos:
- muitos portugueses e argentinos no hotel
- a cordialidade e bom humor dos funcionários impressiona, todos muito solícitos e muito amigáveis com o Lucas. A exceção ficou pelo dia 31/12, onde a maioria estava de mau-humor por ter que trabalhar na virada ou estava louca pra ir embora e deixaram isso transparecer para os hóspedes diversas vezes (nossa camareira perguntou se podia arrumar o quarto antes da hora, falamos que não porque estávamos indo tirar uma soneca e ela reclamou porque não poderia então sair mais cedo naquele dia. Pedimos para não arrumar o quarto, então, mas ela reclamou também)
- a monitoria parece ser ótima, mas só para crianças acima de 4 anos. O sistema de babás não funciona para a época do reveillon, quando chegamos já não conseguimos reservar para nenhum horário (perguntamos quantas babás o hotel tinha e eles responderam que "são cerca de 5")
- só fomos uma vez na praia na frente do hotel - é uma praia extensa e bonita, o mar tem vários tons de azul, mas estava com bastante água viva - o salva-vidas disse que tinha tido 20 queimaduras na última semana - um dia uma bebezinha de 1 ano e 2 meses foi queimada brincando bem no rasinho (doeu bastante, mas ficou tudo bem) - preferimos ficar nas piscinas, mas pra quem gosta de andar na praia é legal
- existem dois hotéis um ao lado do outro: Iberostar Praia do Forte e Iberostar Bahia - o Praia do Forte é um pouco mais caro, a qualidade do buffet é um pouco melhor, quem está nele pode ir no Bahia, mas o contrário não - passamos uma tarde no Bahia, a estrutura é parecida, as piscinas também são ótimas, foi legal pra dar uma variada
- Praia do Forte: o hotel fica a 20 minutos da vilinha da Praia do Forte - fomos até lá uma tarde pra conhecer - é um centrinho animado, com bastante gente, muitas lojas e restaurantes - o táxi do Iberostar pra lá é tabelado e em dez/15 custa R$50 cada perna.
- o hotel oferece um roteiro diário de atividades, de ioga a arco e flecha - não chegamos a usar nenhum
- um café perto do lobby oferece ótimos cafés (expresso, machiatto, gelado etc), além de uma mousse de chocolate gostosa e lanchinhos
- as massagens no spa são caras, porém existem algumas promoções em certos horários. O spa tem vista para o mar e várias jacuzzis