Quando chegamos o Andrés (amigo de um amigo do Leo) já estava nos esperando no aeroporto. O assédio de doleiros e taxistas foi menor do que esperávamos, talvez porque estivéssemos com ele. Ele nos levou pra casa dele em seu carro e no caminho já nos contou um pouco sobre a Venezuela e que um tanque cheio de gasolina custa menos de 1 dólar! Do caminho pudemos ver alguns morros com favelas muito parecidas com as do Brasil. Ficamos num quarto de hóspedes em um apartamento grande e um pouco antigo, onde ele vive com a mãe e a tia. Antes de dormir tomamos um famoso rum venezuelano, conversamos bastante e definimos o roteiro para o dia seguinte.
Acordamos e o Andrés tinha nos preparado arepas, a comida mais famosa da Venezuela. É uma mistura de pão com panqueca e que pode ter qualquer recheio (no nosso caso presunto e queijo). Ele nos emprestou 500 bolívares fuertes e nos deixou no metrô pois tinha uma entrevista de emprego (ele trabalha com tecnologia e estava de férias). O metrô de Caracas já foi considerado o melhor da América Latina e é bem parecido com o de São Paulo. Fomos pro centro onde vimos a casa onde Simon Bolivar morou, a Plaza Bolivar (com seus edifícios coloniais restaurados) e o Palácio de Miraflores. Por toda parte há cartazes enaltecendo Chávez e o regime socialista.
Na hora do almoço encontramos o Andrés que nos apresentou um amigo da faculdade que queria comprar dólares. Explico: o preço do dólar é fixo (1USD = 4.7 bolívares fuertes) e cada cidadão só pode comprar 3000 dólares por ano, de acordo com uma série de leis. Isso faz com que exista um mercado paralelo intenso e que as pessoas paguem 16 bolívares por dólar (para acompanhar a cotação é só olhar o http://www.twitter.com/chavezparalelo). Com esse câmbio tudo ficou extremamente barato pra nós!
De lá fomos para o Ávila, uma montanha que separa Caracas do mar. Pegamos o bondinho e subimos 1500 metros de altitude, lá em cima a temperatura já é bem mais fria do que na cidade! No topo tem um restaurante italiano e várias barraquinhas de comida típica, comemos cachapa que é uma espécie de panqueca de milho com recheios variados. É um lugar bem familiar e estava cheio de crianças. Depois do Ávila fomos a um mirante na cidade (em um bairro rico) e passamos na Farmatodo, uma farmácia estilo Walgreens. Chegamos em casa exaustos e fomos dormir bem cedo.
Acordamos às 4 da manhã e pegamos um táxi pro aeroporto. Lá descobrimos que para chegar ao paraíso é necessário passar pelo purgatório: filas desorganizadas e nenhuma informação da Aerotuy. Depois do checkin bagunçado chegamos no portão 5, onde não havia nenhum sinal do nosso voo, que também não aparecia na lista de embarques. Todos os passageiros ali tentando descobrir o que acontecia e os funcionários do aeroporto não diziam nada e eram extremamente mal-educados. Finalmente às 8hs (o voo deveria sair às 7:30) nos deram alguma informação e conseguimos sair às 9 com destino a Los Roques! Agora é só aproveitar!
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