terça-feira, 20 de novembro de 2012

Puerto Iguazu

Ontem foi dia livre em Puerto Iguazu e passamos a manhã na maravilhosa piscina. Descobrimos que nosso hotel tinha um pier na margem do Rio Iguazu, servido por um bondinho que estava em manutenção. Descemos uma trilha a pé e o Leo nadou no Rio Iguazu (essa foi a maior aventura do dia). Almoçamos em Puerto Iguazu no ótimo restaurante Aqva, #2 no tripadvisor, onde comemos o melhor bife de chorizo da viagem, acompanhado de risoto de cebola e crepe de dulce de leche de sobremesa. Voltamos para o hotel para esperar a hora do jantar e a noite jantamos no La Vaca Enamorada, o #1 do tripadvisor. Entramos no restaurante e estava deserto e ficamos apreensivos se tinha sido uma boa ideia. No jardim dos fundos havia uma mesa com uma família brasileiro e um casal inglês. O dono do restaurante, Alfredo, era extremamente carismático e marketeiro; ele recitou o cardápio e escolhemos o nhoque tão leve quanto "pena de canário" como ele proprio descreveu. O cardápio muda diariamente e são pouquíssimas opções, todas feitas no dia e "com muito amor". O nhoque realmente estava incrível (a Juli disse que foi o melhor que já comeu), a carne aberta em "formato mariposa" passou um pouco do ponto mas estava boa. A inglesa do nosso lado tomou um susto e bateu palmas quando viu o tamanho do bife de chorizo. No geral o jantar foi muito divertido por causa do Alfredo e dos ingleses.

Hoje o dia foi mais corrido: acordamos mais cedo, fizemos check-out e fomos para o Parque Cataratas del Iguazu (do lado argentino). Ao invés de ônibus o transporte é feito por trem e é bem menos eficiente e organizado que o lado brasileiro. Tivemos que pegar 2 trens e meia hora de filas para chegar na estação Garganta del Diablo, que é a atração principal. Ao chegar lá caminhamos 1100 metros por passarelas sobre o rio até chegarmos na parte superior da maior queda d'água das cataratas: essa é sem dúvida a melhor vista tanto do lado brasileiro quanto do argentino! De lá para a saída perdemos mais uma hora em filas do trem.

Além da garganta do diabo, o lado argentino tem mais 2 circuitos (trilhas), chamados superior e inferior: um leva cerca de 4 horas, pega um bote e tem trilha numa ilha e o outro leva cerca de 2 horas. Não fizemos nenhum dos dois mas parece que um segundo dia no parque argentino valeria a pena (inclusive o segundo dia sai pela metade do preço). Se você só tiver um dia e tiver que escolher entre o lado brasileiro e o argentino nós recomendamos o argentino, pois nele é possível fazer o mesmo passeio de barco e não tem nada parecido com a garganta do diabo do lado brasileiro.

Saímos do parque e almoçamos no El Quincho del Tio Querido, que é o restaurante mais próximo da fronteira e talvez por isso esteja sempre cheio e tenha pior atendimento (num calor de 30 graus fizeram a gente ficar esperando do lado de fora do restaurante, sendo que havíamos feito uma reserva que aparentemente não serve pra nada). A comida porém estava boa, a Juli comeu um salmão ao limone e o Leo um bife de chorizo a la pimienta e papas a la crema. De lá passamos no free shop da fronteira para as compras de última hora.

Ainda tivemos que abastecer o carro antes de devolvê-lo (pois as locadoras cobram R$5 por litro) e o posto de gasolina mais próximo fica quase no centro de Foz do Iguaçu (saindo do lado argentino pegar a rotatória para a esquerda, sentido centro de Foz). Chegamos no aeroporto, devolvemos o carro e esperamos uma hora e pouco até o voo, que saiu antes do horário previsto (nunca vimos isso!). Foi um feriado com jeito de ferias, uma viagem que vale muito a pena!

sábado, 17 de novembro de 2012

Chegada ao Loi Suites e primeiro dia no Paraguai

O vôo pra Foz do Iguaçu saiu às 23:50 e chegamos por volta da 1:30 da manhã. O horário do vôo até que é bom, pois dá pra chegar a tempo em Guarulhos. Como não despachamos malas, saímos antes de todo mundo e alugamos rápido um carro na Hertz. Por ser cliente Itaú Personnalité tivemos 25% de desconto e por pagar com Visa não precisamos pagar os seguros, porque a Visa paga. Pegamos nosso Gol rumo à fronteira com a Argentina, que estava deserta às 2 e pouco da manhã. Carimbamos o passaporte e começamos a procurar nosso hotel, o Loi Suites, que é um hotel no meio da selva de Iraypu. Pegamos uma estradinha no meio da selva e as placas acabaram ali. Uma hora chegamos numa bifurcação e tivemos que voltar. Pedimos informação em outro hotel que nos deu a óbvia dica de seguir sempre a estrada de asfalto; pelo menos tivemos a confirmação que estávamos indo pro lugar certo. Cinco kms e meio dentro da estradinha com mato dos dois lados, chegamos no hotel, que é sensacional! O quarto é enorme, a piscina é linda e ele fica bem no meio da selva mesmo. Tem umas pontes suspensas de madeira para levar de um módulo a outro. Adoramos!

No dia seguinte tomamos café-da-manhã (que também é muito bom), demos uma descansada e partimos para o Paraguai. A piscina estava convidativa, mas teremos nosso dia livre pra ficar no hotel. Cruzamos de volta para o Brasil, fizemos o seguro Carta Verde (um seguro contra terceiros obrigatório na Argentina, R$50 por 4 dias) e chegamos na Ponte da Amizade. Nosso carro alugado não pode ir pro Paraguai, então estacionamos no lado brasileiro e cruzamos a ponte a pé! O trânsito estava intenso nos dois sentidos e todos os carros/vans eram muito velhos e com placas do Paraguai. Apesar de tudo a vista lá de cima é bem bonita!

Ciudad del Este é um lugar muito desagradável. Lotado de gente e camelôs por todos os lados, todos te oferecem tudo, de água a loja de eletrônicos, de meias a celulares piratas. Seguimos algumas dicas que tínhamos lido na internet: fomos na Sax, uma loja de departamento extremamente chique, com preços tão altos quanto. Em seguida fomos na Mona Lisa, que tem de tudo e onde não compramos nada (mas tomamos uma cerveja). Por fim o Shopping del Este, onde o Leo comprou um tênis da nike, original, nossa única aquisição no Paraguai. A Juli, para não dizer que saiu zerada, comprou um sorvete. Estava muito calor pra atravessar a ponte a pé de novo e pegamos um táxi: eles começam pedindo R$50 só pra cruzar a ponte, choramos o quanto deu e conseguimos por R$30. Aparentemente a Polícia Federal não pára os táxis; vimos um ou outro carro normal sendo parado. Vale dizer também que não vimos uma nota sequer de guarani e reais, dolares e pesos argentinos são amplamente aceitos. Moral da história: só vá para o Paraguai se você realmente quiser fazer compras e souber que aquilo que deseja comprar é bem mais barato do que no Brasil (e se não tiver problemas com aglomerações, falta de paciência, pânico ou claustrofobia).

Voltamos ao hotel e ficamos um tempinho na piscina, bem agradável, ainda mais depois do dia no Paraguai. A Juli fez massagem e o Leo tomou Quilmes. A noite fomos no Casino Iguazu e investimos 30 dólares no blackjack, sem sucesso. É impressionante como as máquinas de slot machine estão cada vez mais complicadas e temáticas: tem do Alien, Sex and the City, Ghostbusters e por aí vai.

Saímos do cassino e ficou tarde para comer uma parrilla, acabamos parando no restaurante La Tata por acaso. Ele tem mesas ao ar livre numa pracinha, simples porém agradável. Dividimos um sanduíche de milanesa de pollo e voltamos pro hotel exaustos. No dia seguinte iríamos pro Parque Nacional do Iguaçu (lado brasileiro).

Parque Nacional do Iguaçu (lado brasileiro)

Todo brasileiro deveria visitar pelo menos uma vez na vida as Cataratas do Iguaçu! Nosso dia foi sensacional!

Acordamos tarde, tomamos café e saímos do hotel por volta do meio-dia. Paramos no Duty Free Shopping de Iguazu (na fronteira) e a Juli conseguiu comprar um tênis para caminhada. Um lugar tranquilo, bonito e seguro para fazer compras. Cruzamos a fronteira e chegamos ao Parque do lado brasileiro umas 13:45.

O parque é extremamente bem organizado e compramos o ingresso rapidamente, que dá direito apenas a entrar no parque. Porém, lá dentro tem alguns passeios opcionais com a empresa Macuco: barco inflável motorizado que passa embaixo das cataratas (R$140 por pessoa), trilha do Poço Preto (bicicleta e caiaque até uma ilha), rafting, arvorismo, rapel, entre outros. Um ônibus de 2 andares faz várias paradas ao longo do parque (cada uma com sua atração). Fizemos o passeio de barco que tem uma vista incrível e entra debaixo de uma queda d'água (uma das pequenas!), todo mundo sai encharcado e feliz. Tem lockers pras pessoas deixarem os pertences fora do barco.

Pegamos o ônibus e fomos para o ponto final, onde tem um restaurante e os mirantes mais próximos das cataratas que ficam suspensos sobre o rio. As vistas são incríveis, ainda mais com o belo dia que estava fazendo. Tinha bastante gente, mas não chegou a atrapalhar o passeio, porque as pessoas estão espalhadas por todo o parque. No ponto final no fim da tarde chegaram vários ônibus pra levar todo mundo embora e não esperamos nem um minuto, ficamos realmente impressionados com a organização do parque! No caminho de volta pra Argentina ainda passamos no Marco das 3 Fronteiras, onde se pode ver as fronteiras do Brasil, Argentina e Paraguai (mas na verdade é o rio que delimita as fronteiras).

Quando tentamos voltar pra Argentina veio o problema: um congestionamento gigantesco! Decidimos parar no free shop de novo e estava um pandemônio. Tivemos a sábia ideia de voltar pro lado brasileiro e jantar em Foz e nosso amigo tripadvisor nos indicou o restaurante italiano Vó Bertila. Quinze minutos depois estávamos sentados numa mesa ao ar livre tomando vinho da casa em um ambiente extremamente agradável! O restaurante é muito gostoso, os pratos são enormes e muito baratos para os padrões paulistanos (R$35 a massa para 2 pessoas).

Voltamos pra Argentina umas 11 da noite e ainda estava trânsito na fronteira, mas aí não teve jeito, tivemos que encarar (no fim das contas só demorou uns 20 minutos). Hoje é dia livre em Puerto Iguazu!

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Dicas sobre o aeroporto de Guarulhos - Cumbica

Nesta quarta-feira tivemos algumas experiências em relação ao aeroporto de Guarulhos:

1) Como chegar em Guarulhos (Cumbica)? Dutra ou Ayrton Senna?
Muito cuidado ao ir pela Dutra! Normalmente vamos pela Ayrton Senna, mas como o trânsito lá estava ruim pegamos a Dutra que teoricamente é um caminho até mais curto. O problema é que você cai automaticamente na pista expressa e se você não for pra pista lateral/local não consegue pegar a saída pro aeroporto. Obviamente não tem sinalização alguma te mandando ir pra pista lateral na última saída antes do aeroporto (e se não estou enganado era uma saída apenas; perdeu, já era). Problema 2: uma vez que você percebe que passou o aeroporto, precisa andar uns 10km até conseguir fazer um retorno. Problema 3: o retorno não é simplesmente uma alça que passa por cima ou por baixo da estrada: ele entra num bairro escuro e mal sinalizado e você anda alguns km passando no meio de casas, é uma experiência pouco agradável. Problema 4: conseguindo pegar a Dutra voltando pra São Paulo, a saída pro aeroporto também é extremamente escura e mal sinalizada e conseguimos perdê-la também! Por fim pegamos uma saída qualquer de Guarulhos e seguimos por dentro da cidade. Se estivéssemos meio em cima da hora teríamos perdido o vôo. E isso acontece com pessoas que vivem em São Paulo e vão com alguma frequência pro aeroporto. Imagina um gringo com um carro alugado?! Sem chance! Se você não conhece bem o caminho, prefira a rodovia Ayrton Senna

2) Onde estacionar em Guarulhos (Cumbica)
Um táxi de ida-e-volta pra Guarulhos sai no mínimo R$200 se você morar na Zona Sul ou Oeste e já faz um tempo que temos ido de carro pro aeroporto. Existem estacionamentos próximos que são bem mais baratos que o do aeroporto, onde você estaciona, fica com a chave e uma van te leva pro aeroporto. Nosso preferido era o BR Express Parking, até que na última viagem levamos um susto pois eles dobraram os preços. Para esta viagem resolvemos fazer uma pesquisa (os preços são para 4 diárias):

Flypark - R$96 descoberta, R$105 coberta, boa localização

Estes 3 ficam pros lados do hotel Marriott:
Zastras - R$60 descoberta (promoção)
Rede park R$80 - coberta
Voepark - R$72 descoberta, R$87 coberta, aceita sem parar, ducha gratis, reserva vaga por email

Econopark R$64 - av monteiro lobato
Airport park R$120 - monteiro lobato - sem parar, ducha gratis

park & board R$84 descoberta, R$100 coberta, ducha gratis, ganha milhas smiles, localização média

br express - R$130
Estacionamento oficial de Cumbica - R$200

Acabamos ficando entre o voepark e o Rede Park, mas o segundo era um pouco mais fácil de chegar. O processo de deixar o carro é bem rápido e fácil e a van leva 10 minutos até o aeroporto.


3) Onde comer em Guarulhos (Cumbica)
As escolhas óbvias são os restaurantes fast-food, mas eles costumam estar lotados e barulhentos. No Terminal 1, no piso térreo (desembarque), existe um restaurante chamado Terra Azul, que segundo nos informaram não é caro. Ele estava bem vazio e só chegamos nele perguntando para funcionários do aeroporto. Acabamos não ficando porque ele não tinha vinho (tem cerveja), mas em outra oportunidade certamente experimentaremos. Na extrema ponta do aeroporto no Terminal 1 tem um Viena (que estava lotado) e o Frontier beer, com jeito de pub mas que só serve comida japonesa e uns sanduíches simples (não tem hamburguer). Vale pelas opções de vinho, chopp, cerveja e pelas TVs passando jogos. Mas o melhor restaurante é o The Collection, na extrema ponta do aeroporto no Terminal 2! Comemos lá da última vez e estava excelente: ambiente tranquilo, hamburguers saborosos, boas opções de pratos a la carte e por buffet, vinhos e TVs passando os jogos da rodada. Com certeza é o nosso preferido.

domingo, 19 de agosto de 2012

Último dia em Istanbul

Chegamos em Istanbul e voltamos para o hotel Marmara Pera. Pegamos nossa mala grande que tínhamos deixado lá, fizemos check-in e fomos para o Spice Market. A Juli comprou queijo feta pra levar pra casa (mas esquecemos no frigobar do hotel...), além de uma pimenta e um sal com gosto de limão. Andamos até a Basilica Cisterna, um local subterrâneo com capacidade para armazenar até 100.000 toneladas de água. É da época do Império Romano do Oriente (século VI) e tem 12x28 colunas romanas de 9 metros cada sustentando o teto. Destaque para 2 colunas que têm a cabeça da medusa esculpidas na base, uma de lado e outra de cabeça pra baixo (pra quem olhasse pra ela não virasse pedra). Almoçamos no Barbecue Cafe, lugar muito simpático onde ficamos rindo do garçom que tentava "caçar" turistas para entrar falando todas as línguas possíveis. O cara era bom, mas mesmo assim só teve sucesso uma vez.

Voltamos pro hotel, descansamos um pouco e a noite saímos rumo a "French Street". É uma rua que nunca tínhamos ouvido falar e ficamos extremamente impressionados quando chegamos: uma escadaria com uma série de restaurantes simpáticos, com mesinhas ao ar livre ou terraços no último andar para ver a vista. Lá sim os garçons são bem agressivos e todos tentam te levar pra dentro do seu próprio restaurante. Jantamos no Chez Bore, a Juli adorou a carne e o Leo achou o risoto de frutos do mar nota 6. O ponto negativo é o preço: o dobro de outros lugares em Istanbul (222 liras o jantar com uma garrafa de vinho - é o preço do "ambiente"). O curioso é que nem no hotel nem no tripadvisor se fala muito desse lugar, e não tinha tantos turistas assim. Ele fica atrás do Liceu Galatasaray (que é uma escola com portão grande bem conhecida na Istikal). Vamos repetir: O segredo está nas travessas da Istikal !Nas ruazinhas próximas também há cafés simpáticos, mas com um público mais alternativo.

Voltamos pro hotel e fomos pro bar da cobertura nos despedir da cidade. A vista é incrível! Dessa vez o bar não estava tão cheio e nós estávamos mais arrumados.

Algumas últimas curiosidades:
- as mesquitas têm alto-falantes nos minaretes para que as rezas sejam ouvidas de qualquer lugar. Durante o Ramadã são 5 ou 6 por dia e em alguns dias ouvimos umas de madrugada, mas não sabemos se são rotineiras. Tem uns tambores também, mas não entendemos bem como funciona. No meio do passeio de balão, a 500 metros de altitude, uma turca ajoelhou e começou a rezar. Todos os guias que pegamos não jejuam porque precisam acompanhar os turistas o dia inteiro e alguns já desmaiaram. Pelo que vimos parece ser bem tranquila esta opção de não jejuar.
- o alfabeto turco não tem as letras Q, W e X. Taxi se escreve Taksi
- várias letras tem acentos estranhos. Conseguimos aprender o ç que tem som de tch (exemplo: çokolata) e o s com cedilha que tem som de sh (a cidade de Chicago se escreve com S cedilha que não tem no nosso teclado: Sicago)


Termina aqui mais uma viagem sensacional! No fim das contas fomos gostando mais de Istanbul a cada dia, Pamukkale foi uma surpresa muito agradável, a Capadócia foi tão legal quanto esperávamos e a Armênia foi tão surpreendente quanto especial para nós!

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Capadócia

Acordamos às 5:30 da manhã e fomos para o aeroporto. Dessa vez não foi tão tranquilo: tinha uma fila gigantesca para passar no raio-x para entrar no aeroporto e depois nos raios-x para chegar nos portões de embarque. Alguns minutos de tensão mas chegamos com alguma folga.

O aeroporto de Nevsehir também só recebe 2 vôos por dia (Istanbul de manhã e a noite). Fomos recepcionados pelo motorista do tour e vale ressaltar que os motoristas sempre são mal-humorados, não falam com você e muitas vezes nem falam inglês: é uma primeira impressão ruim mas não se preocupe, chegando na cidade um guia mais simpático virá se apresentar. Nem fomos para o hotel e já começamos o tour com nosso guia Mehmet, que tinha cara de japonês (apesar de ser 100% turco) e estava aprendendo português.

Começamos por um vale com vista belíssima das "fairy chimneys", que são pedras esculpidas pela erosão com forma de chaminé/casa dos smurfs, formando uma paisagem incrível! De lá fomos para um castelo de pedra no topo da montanha; não é possível subir no castelo, mas tem várias pedras/chaminés para serem exploradas. O chão de areia é traiçoeiro e a Juli escorregou e ralou o joelho (MAS ESTÁ TUDO BEM!).

Em seguida fomos para o Göreme Open Air Museum, uma área ao ar livre com várias igrejas esculpidas no interior das rochas das montanhas. Várias têm pinturas cristãs no seu interior, principalmente dos gregos ortodoxos, mas muitas com os rostos dos santos destruídas. Durante todo o percurso vemos muitas cavernas onde as pessoas viviam. Hoje poucas pessoas ainda moram em cavernas mas elas são usadas para armazenar alimentos. Outro uso interessante são cavernas que têm apenas 3 pequenos buracos na parede: são feitos para os pombos entrarem e deixarem ovos e fezes. Uma vez por ano o "dono" derruba a parede para utilizar esse material como fertilizante e constrói a parede de novo.

Almoçamos num restaurante turístico e a tarde vimos uma fábrica de cerâmica (onde a Juli fez um vaso) e dois vales com pedras que têm formas de coelho, papagaio, cogumelo, mão e o que mais você quiser imaginar. Neste dia encontramos muitos turistas brasileiros.

A noite fomos jantar no restaurante mais bem avaliado de Ürgüp segundo o tripadvisor para comemorar o aniversário do Leo: o Ziggy's Cafe. Ficamos numa mesa ao ar livre no último andar de uma casa com serviço, vinho da Capadócia e comida excelentes! Comemos salada de batata, azeitonas com queijo e um molho apimentado, frango com alho e macarrão com bastrma: um melhor que o outro! Ficamos extremamente satisfeitos e foi um ótimo lugar para comemorar!

Hoje acordamos às 5:30 da manhã de novo para fazer o passeio de balão. Chegamos na Ürgüp Balloons e ficamos esperando uma meia hora sem ninguém nos explicar nada, o que nos deixou meio frustrados (a gente gosta de informação). Além disso o sol já estava nascendo e havia dezenas de balões no ar. Entramos numa van e fomos para um local onde um balão com um grupo estava pousando e subimos umas 20 pessoas. A cesta do balão é dividida em 5, uma no meio pro piloto (que era português) e 4 outras nos cantos para os passageiros. Levantamos vôo e tudo é bem mais tranquilo do que pensávamos, o balão é bastante estável e chegamos a 500 metros de altura, a vista é incrível! O vôo dura cerca de 1 hora e fomos parar bem longe do lugar de onte tínhamos decolado, mas uma van vai acompanhando e o piloto vai falando com o motorista pelo rádio. O pouso é o mais complicado, temos que ficar numa posição específica, chegamos no solo com alguma velocidade e os caras da van correm pra segurar pro balão não virar nem decolar de novo. É a parte mais tensa mas deu tudo certo e está filmado! Os caras da van ainda montam uma mesinha e abrem 2 garrafas de champanhe para comemorar o pouso!

Voltamos pro hotel, tomamos café-da-manhã e abortamos o tour da manhã que ia ter uma caminhada de 5km. Dormimos até meio-dia e fomos somente na cidade subterrânea de Kaymakli. Ela tem 2 quilômetros quadrados de área, 8 andares e uma série de túneis e salões subterrâneos. Os cristãos se escondiam e moravam nesta cidade em tempos de guerra e perseguição. É impressionante! Voltamos pra cidade e comemos no In Cafe, um simpático café que depois descobrimos que é o #4 no ranking do trip advisor.

Sobre nosso hotel: estamos no MDC cave hotel, que fica incrustado na montanha e cujos quartos são meio que cavernas, porém com bastante conforto. O ponto ruim é que não tem ar-condicionado e o quarto fica bastante quente. Ontem a noite dormimos com as janelas abertas, mas a noite aqui esfria bem, como num deserto. Fica a cerca de 1km do centro de Ürgüp mas tem um motorista para levar e buscar as pessoas.

Resolvemos ter a tarde livre e baixamos um filme no itunes pelo ipad, funciona muito bem! Arrumamos as malas e jantamos no restaurante do hotel, ao ar livre, com música ao vivo e rodeados por um grande grupo de turistas japoneses. Amanhã cedo voltamos pra Istanbul e no dia seguinte de volta pra casa!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Pamukkale

Acordamos às 5 da manhã com o despertador do celular. O hotel perdeu muitos pontos por nunca ter feito a wake up call que tínhamos pedido. Como já tínhamos feito check-in na noite anterior, em 20 minutos estávamos no portão de embarque, sensacional! O vôo foi só de uma hora, tranquilo. Chegamos em Denizli e só tinha nosso avião no aeroporto inteiro. Descobrimos que só há 3 vôos por dia, mas apesar disso a infra-estrutura até que é boa. Fomos recepcionados pelo nosso guia e pegamos pouco menos de 1 hora de van em uma estrada em ótimas condições. Denizli é uma cidade que vive da produção têxtil (principalmente do algodão) e venda de mármore.

Chegamos no portão sul de Hierápolis, uma antiga cidade romana do século I a.c. Na entrada, umas 10 lojinhas de comida e souvenirs, tomamos café e entramos nas ruínas da cidade (15 liras por pessoa). Várias colunas romanas ainda podem ser vistas por ali e, andando uns 10 minutos, chegamos na atração principal: uma montanha inteira branca por causa da cor do mármore travertino, com piscinas naturais de água quente (35 graus), chamada de cotton castle (castelo de algodão). A quantidade de turistas era grande, inclusive alguns brasileiros, mas a paisagem é incrível! Você tem que tirar o sapato/chinelo para pisar no mármore e pode entrar em todas as piscinas naturais (que são bem rasas).

Em seguida fomos para a Ancient Pool, que é uma espécie de piscina antiga com colunas romanas tombadas e pedras dentro. Para entrar paga-se 30 liras e o complexo lembra um parque aquático: lanchonete e lockers para deixar as coisas, mas apenas uma atração que é a piscina. Estava razoavelmente cheio mas ficamos lá por umas 2 horas. Conhecemos também um pedicure diferente, chamado Doctor Fish: são uns peixinhos que comem pele morta e o período de 20 minutos com os pés dentro de um aquário cheio deles sai por 35 liras. A Juli foi pelo folclore e teve que ficar até o final com os peixinhos mordendo os seus pés.

De lá pegamos uma van para a saída norte. No caminho passamos por várias outras ruínas da cidade, como uma fonte, arcos romanos e um cemitério. Deu a impressão de que a caminhada poderia valer a pena, mas ela dura cerca de 2 horas e o sol estava forte. Almoçamos num hotel que tem sua própria fonte de águas termais que chegam a 60 graus e uma cascata de pedras vermelhas.

Tínhamos 4 horas para matar até o vôo de volta. Primeiro fomos a uma fábrica de peças feitas de onix, onde vimos a produção e acabamos comprando umas coisinhas. O vendedor ficou impressionado com o conhecimento do Leo do time da Turquia de 2002. Ele torce pro Galatasaray e o grande astro brasileiro do momento é Felipe Melo, aquele que foi expulso nas 4as de final contra a Holanda na Copa. Na temporada ele fez 13 gols e não foi expulso nenhuma vez: difícil de acreditar... E parece que o Alex continua comendo a bola por aqui. Ainda tínhamos tempo e fomos parar num bar de um gringo, onde tomamos cerveja e jogamos tavli (gamão).

Vôo de volta pra Istanbul, hotel do aeroporto, comida no quarto e cama. Amanhã acordamos às 5:30 com destino à Capadócia!