sábado, 29 de dezembro de 2012

Los Roques - Madrizqui e Francisky

Chegamos no Parque Nacional de Los Roques em um avião da Aerotuy para 44 pessoas, que pousa em uma pista no meio da ilha. Não é um aeroporto propriamente dito, só tem um guichê pra pagar a taxa de 180 bolívares por pessoa para entrar no Parque. O Jesus, dono da nossa pousada, nos recebeu com um carrinho para levar as malas. Ele disse que moram 1700 pessoas na vila e que 60% são crianças (precisam contar os cachorros também porque tem muitos!)

A Posada Los Corales só tem 4 quartos e tudo é feito pelos donos (Jesus e Celeste) e uma ajudante (Sulimar), mas nessa época os 3 filhos deles também estão aqui ajudando. O quarto tem ventilador e ar-condicionado e gostamos muito do atendimento e atenção dos donos. Não é a pousada mais luxuosa da ilha mas também não é a mais simples. Tivemos o sentimento que a qualidade das pousadas é proporcional ao preço e os passeios também são tabelados.

No primeiro dia fomos pra ilha de Franzisky, a segunda mais próxima de Gran Roque (a maior ilha, onde ficam a vila e as pousadas). Uma lancha a motor com capacidade para umas 12 pessoas nos levou para a ilha e nos deixou lá, com guarda-sol, cadeiras e a cava preparada pelo Jesus. Cava é uma caixa térmica com água, refrigerante, sanduíche, frutas, bolachas, um saco de gelo e no nosso caso cerveja (cobrada a parte), tudo o que precisamos para passar o dia na praia! Lá já encontramos a Raquel (irmã do Macalé) e o Rafa e passamos o dia com eles. A água do mar é maravilhosa e alterna tons de azul e verde. Dá pra mergulhar com snorkel todos os dias e andar na praia para ver outros lados da ilha, muito legal!

Saímos de lá umas 4 da tarde, chegamos na pousada, tomamos banho e fizemos uma siesta. O jantar é servido às 19h30 em uma mesa para os 8 hóspedes da pousada e é delicioso, sempre tem peixe fresco pescado no dia! Na nossa pousada só têm casais venezuelanos, o que é muito bom pois estão sempre nos ensinando coisas daqui.

O dia seguinte foi bem parecido só que fomos para Madrisqui e lá tem um pequeno cayo, uma passagem de areia com agua nos dois lados, muito bonita! O Macalé chegou e nosso grupo agora já tem 6 pessoas. Amanhã vamos conhecer Cayo del agua.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Los Roques - Bajo Fabian e Boca de Sebastopol

Dia 01/01 foi dia livre em Los Roques: acordamos mais tarde, tomamos café e por volta do meio-dia demos uma volta na vila pra ver como é a vida em terra e descobrimos que não acontece absolutamente nada! Lemos nossos livros, fizemos cruzadinha e o dia ficou por isso mesmo.

No dia 02/01 fomos para Bajo Fabian, um pequeno banco de areia no meio do mar azul! Fomos os primeiros a chegar e por 10 minutos pensamos que o teríamos só pra gente, mas depois chegaram mais alguns barcos. A sensação de isolamento foi ótima! O Macalé e a Raquel foram embora ao meio-dia pra voltar pro Brasil e nós ficamos até umas 4. Comemos um atum sensacional no jantar!

No dia 03/01 tivemos provavelmente nosso melhor dia! Fechamos o passeio para Boca de Sebastopol na Posada Guaripete, com um guia chamado Chichi. Pra começar falamos diretamente com ele e a dona da pousada na noite anterior, sem intermediários e eles nos explicaram exatamente como seria o dia. Saímos um pouco mais cedo do que o normal pois ficamos num banco de areia com espaço limitado. Chegamos lá e fizemos um pouco de snorkel, mas tinha correnteza e era muito raso, então não foi dos melhores. Quando já estávamos nos acomodando para tomar uma cerveja o Chichi passou, falou que iria fazer snorkel e perguntou quem queria ir com ele e é claro que fomos. Para nossa surpresa ele pegou o barco e andamos alguns metros até chegar numa parte que parecia mar aberto, com ondas pequenas mas que davam uma certa apreensão. Ele pulou antes, disse que estava tudo ok e nós fomos em seguida (com mais 4 passageiros). Quando entramos no mar toda a apreensão passou! Tudo muito calmo, visibilidade gigantesca e um fundo do mar que parecia protetor de tela de computador: peixes coloridos, corais e os raios de sol entrando no mar, foi maravilhoso! O Chichi ficava mergulhando e procurando bichos no meio das pedras e acabou conseguindo pegar um caranguejo que levamos pra praia. Diz a lenda que uma vez ele pegou umas lagostas nesse esquema e cozinhou ali no banco de areia mesmo para os passageiros do barco dele! Foi muito legal ver um barqueiro que realmente gosta do que faz e se diverte explicando e mostrando as coisas pros turistas porque tirando ele todos até então sempre tinham sido secos e pouco comunicativos. No final ainda passamos por Cayo Vapor (carinhosamente apelidado de Cayo desnecessário), que como todas as ilhas é linda, mas o dia já tinha valido a pena.

Dia 04/01 foi nosso último dia: fomos para Franzisky de novo, que fica a 10 minutos de distância. Fizemos um snorkel sem graça (ainda com a lembrança fresca do dia anterior) e saímos às 14hs para pegar o voo da Aerotuy às 17 pra Caracas e de lá o voo Tam das 20hs pra São Paulo. A conexão foi extremamente apertada mas já estamos embarcando de volta. Vai ser muito difícil se acostumar com a realidade de novo depois de passar 9 dias nesse lugar maravilhoso!!!

Caracas

Todos os voos que vão pra Los Roques só saem pela manhã e por isso exigem uma pernoite em Caracas. Em geral as pessoas dormem num hotelzinho do lado do aeroporto e nem visitam Caracas, mas nós somos curiosos e decidimos ficar lá por um dia. Pegamos com milhas o voo da Tam que sai de São Paulo, dura 6 horas e meia e chega em Caracas por volta das 7 da noite (o fuso é de 2:30 a menos).

Quando chegamos o Andrés (amigo de um amigo do Leo) já estava nos esperando no aeroporto. O assédio de doleiros e taxistas foi menor do que esperávamos, talvez porque estivéssemos com ele. Ele nos levou pra casa dele em seu carro e no caminho já nos contou um pouco sobre a Venezuela e que um tanque cheio de gasolina custa menos de 1 dólar! Do caminho pudemos ver alguns morros com favelas muito parecidas com as do Brasil. Ficamos num quarto de hóspedes em um apartamento grande e um pouco antigo, onde ele vive com a mãe e a tia. Antes de dormir tomamos um famoso rum venezuelano, conversamos bastante e definimos o roteiro para o dia seguinte.

Acordamos e o Andrés tinha nos preparado arepas, a comida mais famosa da Venezuela. É uma mistura de pão com panqueca e que pode ter qualquer recheio (no nosso caso presunto e queijo). Ele nos emprestou 500 bolívares fuertes e nos deixou no metrô pois tinha uma entrevista de emprego (ele trabalha com tecnologia e estava de férias). O metrô de Caracas já foi considerado o melhor da América Latina e é bem parecido com o de São Paulo. Fomos pro centro onde vimos a casa onde Simon Bolivar morou, a Plaza Bolivar (com seus edifícios coloniais restaurados) e o Palácio de Miraflores. Por toda parte há cartazes enaltecendo Chávez e o regime socialista.

Na hora do almoço encontramos o Andrés que nos apresentou um amigo da faculdade que queria comprar dólares. Explico: o preço do dólar é fixo (1USD = 4.7 bolívares fuertes) e cada cidadão só pode comprar 3000 dólares por ano, de acordo com uma série de leis. Isso faz com que exista um mercado paralelo intenso e que as pessoas paguem 16 bolívares por dólar (para acompanhar a cotação é só olhar o http://www.twitter.com/chavezparalelo). Com esse câmbio tudo ficou extremamente barato pra nós!

De lá fomos para o Ávila, uma montanha que separa Caracas do mar. Pegamos o bondinho e subimos 1500 metros de altitude, lá em cima a temperatura já é bem mais fria do que na cidade! No topo tem um restaurante italiano e várias barraquinhas de comida típica, comemos cachapa que é uma espécie de panqueca de milho com recheios variados. É um lugar bem familiar e estava cheio de crianças. Depois do Ávila fomos a um mirante na cidade (em um bairro rico) e passamos na Farmatodo, uma farmácia estilo Walgreens. Chegamos em casa exaustos e fomos dormir bem cedo.

Acordamos às 4 da manhã e pegamos um táxi pro aeroporto. Lá descobrimos que para chegar ao paraíso é necessário passar pelo purgatório: filas desorganizadas e nenhuma informação da Aerotuy. Depois do checkin bagunçado chegamos no portão 5, onde não havia nenhum sinal do nosso voo, que também não aparecia na lista de embarques. Todos os passageiros ali tentando descobrir o que acontecia e os funcionários do aeroporto não diziam nada e eram extremamente mal-educados. Finalmente às 8hs (o voo deveria sair às 7:30) nos deram alguma informação e conseguimos sair às 9 com destino a Los Roques! Agora é só aproveitar!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Puerto Iguazu

Ontem foi dia livre em Puerto Iguazu e passamos a manhã na maravilhosa piscina. Descobrimos que nosso hotel tinha um pier na margem do Rio Iguazu, servido por um bondinho que estava em manutenção. Descemos uma trilha a pé e o Leo nadou no Rio Iguazu (essa foi a maior aventura do dia). Almoçamos em Puerto Iguazu no ótimo restaurante Aqva, #2 no tripadvisor, onde comemos o melhor bife de chorizo da viagem, acompanhado de risoto de cebola e crepe de dulce de leche de sobremesa. Voltamos para o hotel para esperar a hora do jantar e a noite jantamos no La Vaca Enamorada, o #1 do tripadvisor. Entramos no restaurante e estava deserto e ficamos apreensivos se tinha sido uma boa ideia. No jardim dos fundos havia uma mesa com uma família brasileiro e um casal inglês. O dono do restaurante, Alfredo, era extremamente carismático e marketeiro; ele recitou o cardápio e escolhemos o nhoque tão leve quanto "pena de canário" como ele proprio descreveu. O cardápio muda diariamente e são pouquíssimas opções, todas feitas no dia e "com muito amor". O nhoque realmente estava incrível (a Juli disse que foi o melhor que já comeu), a carne aberta em "formato mariposa" passou um pouco do ponto mas estava boa. A inglesa do nosso lado tomou um susto e bateu palmas quando viu o tamanho do bife de chorizo. No geral o jantar foi muito divertido por causa do Alfredo e dos ingleses.

Hoje o dia foi mais corrido: acordamos mais cedo, fizemos check-out e fomos para o Parque Cataratas del Iguazu (do lado argentino). Ao invés de ônibus o transporte é feito por trem e é bem menos eficiente e organizado que o lado brasileiro. Tivemos que pegar 2 trens e meia hora de filas para chegar na estação Garganta del Diablo, que é a atração principal. Ao chegar lá caminhamos 1100 metros por passarelas sobre o rio até chegarmos na parte superior da maior queda d'água das cataratas: essa é sem dúvida a melhor vista tanto do lado brasileiro quanto do argentino! De lá para a saída perdemos mais uma hora em filas do trem.

Além da garganta do diabo, o lado argentino tem mais 2 circuitos (trilhas), chamados superior e inferior: um leva cerca de 4 horas, pega um bote e tem trilha numa ilha e o outro leva cerca de 2 horas. Não fizemos nenhum dos dois mas parece que um segundo dia no parque argentino valeria a pena (inclusive o segundo dia sai pela metade do preço). Se você só tiver um dia e tiver que escolher entre o lado brasileiro e o argentino nós recomendamos o argentino, pois nele é possível fazer o mesmo passeio de barco e não tem nada parecido com a garganta do diabo do lado brasileiro.

Saímos do parque e almoçamos no El Quincho del Tio Querido, que é o restaurante mais próximo da fronteira e talvez por isso esteja sempre cheio e tenha pior atendimento (num calor de 30 graus fizeram a gente ficar esperando do lado de fora do restaurante, sendo que havíamos feito uma reserva que aparentemente não serve pra nada). A comida porém estava boa, a Juli comeu um salmão ao limone e o Leo um bife de chorizo a la pimienta e papas a la crema. De lá passamos no free shop da fronteira para as compras de última hora.

Ainda tivemos que abastecer o carro antes de devolvê-lo (pois as locadoras cobram R$5 por litro) e o posto de gasolina mais próximo fica quase no centro de Foz do Iguaçu (saindo do lado argentino pegar a rotatória para a esquerda, sentido centro de Foz). Chegamos no aeroporto, devolvemos o carro e esperamos uma hora e pouco até o voo, que saiu antes do horário previsto (nunca vimos isso!). Foi um feriado com jeito de ferias, uma viagem que vale muito a pena!

sábado, 17 de novembro de 2012

Chegada ao Loi Suites e primeiro dia no Paraguai

O vôo pra Foz do Iguaçu saiu às 23:50 e chegamos por volta da 1:30 da manhã. O horário do vôo até que é bom, pois dá pra chegar a tempo em Guarulhos. Como não despachamos malas, saímos antes de todo mundo e alugamos rápido um carro na Hertz. Por ser cliente Itaú Personnalité tivemos 25% de desconto e por pagar com Visa não precisamos pagar os seguros, porque a Visa paga. Pegamos nosso Gol rumo à fronteira com a Argentina, que estava deserta às 2 e pouco da manhã. Carimbamos o passaporte e começamos a procurar nosso hotel, o Loi Suites, que é um hotel no meio da selva de Iraypu. Pegamos uma estradinha no meio da selva e as placas acabaram ali. Uma hora chegamos numa bifurcação e tivemos que voltar. Pedimos informação em outro hotel que nos deu a óbvia dica de seguir sempre a estrada de asfalto; pelo menos tivemos a confirmação que estávamos indo pro lugar certo. Cinco kms e meio dentro da estradinha com mato dos dois lados, chegamos no hotel, que é sensacional! O quarto é enorme, a piscina é linda e ele fica bem no meio da selva mesmo. Tem umas pontes suspensas de madeira para levar de um módulo a outro. Adoramos!

No dia seguinte tomamos café-da-manhã (que também é muito bom), demos uma descansada e partimos para o Paraguai. A piscina estava convidativa, mas teremos nosso dia livre pra ficar no hotel. Cruzamos de volta para o Brasil, fizemos o seguro Carta Verde (um seguro contra terceiros obrigatório na Argentina, R$50 por 4 dias) e chegamos na Ponte da Amizade. Nosso carro alugado não pode ir pro Paraguai, então estacionamos no lado brasileiro e cruzamos a ponte a pé! O trânsito estava intenso nos dois sentidos e todos os carros/vans eram muito velhos e com placas do Paraguai. Apesar de tudo a vista lá de cima é bem bonita!

Ciudad del Este é um lugar muito desagradável. Lotado de gente e camelôs por todos os lados, todos te oferecem tudo, de água a loja de eletrônicos, de meias a celulares piratas. Seguimos algumas dicas que tínhamos lido na internet: fomos na Sax, uma loja de departamento extremamente chique, com preços tão altos quanto. Em seguida fomos na Mona Lisa, que tem de tudo e onde não compramos nada (mas tomamos uma cerveja). Por fim o Shopping del Este, onde o Leo comprou um tênis da nike, original, nossa única aquisição no Paraguai. A Juli, para não dizer que saiu zerada, comprou um sorvete. Estava muito calor pra atravessar a ponte a pé de novo e pegamos um táxi: eles começam pedindo R$50 só pra cruzar a ponte, choramos o quanto deu e conseguimos por R$30. Aparentemente a Polícia Federal não pára os táxis; vimos um ou outro carro normal sendo parado. Vale dizer também que não vimos uma nota sequer de guarani e reais, dolares e pesos argentinos são amplamente aceitos. Moral da história: só vá para o Paraguai se você realmente quiser fazer compras e souber que aquilo que deseja comprar é bem mais barato do que no Brasil (e se não tiver problemas com aglomerações, falta de paciência, pânico ou claustrofobia).

Voltamos ao hotel e ficamos um tempinho na piscina, bem agradável, ainda mais depois do dia no Paraguai. A Juli fez massagem e o Leo tomou Quilmes. A noite fomos no Casino Iguazu e investimos 30 dólares no blackjack, sem sucesso. É impressionante como as máquinas de slot machine estão cada vez mais complicadas e temáticas: tem do Alien, Sex and the City, Ghostbusters e por aí vai.

Saímos do cassino e ficou tarde para comer uma parrilla, acabamos parando no restaurante La Tata por acaso. Ele tem mesas ao ar livre numa pracinha, simples porém agradável. Dividimos um sanduíche de milanesa de pollo e voltamos pro hotel exaustos. No dia seguinte iríamos pro Parque Nacional do Iguaçu (lado brasileiro).

Parque Nacional do Iguaçu (lado brasileiro)

Todo brasileiro deveria visitar pelo menos uma vez na vida as Cataratas do Iguaçu! Nosso dia foi sensacional!

Acordamos tarde, tomamos café e saímos do hotel por volta do meio-dia. Paramos no Duty Free Shopping de Iguazu (na fronteira) e a Juli conseguiu comprar um tênis para caminhada. Um lugar tranquilo, bonito e seguro para fazer compras. Cruzamos a fronteira e chegamos ao Parque do lado brasileiro umas 13:45.

O parque é extremamente bem organizado e compramos o ingresso rapidamente, que dá direito apenas a entrar no parque. Porém, lá dentro tem alguns passeios opcionais com a empresa Macuco: barco inflável motorizado que passa embaixo das cataratas (R$140 por pessoa), trilha do Poço Preto (bicicleta e caiaque até uma ilha), rafting, arvorismo, rapel, entre outros. Um ônibus de 2 andares faz várias paradas ao longo do parque (cada uma com sua atração). Fizemos o passeio de barco que tem uma vista incrível e entra debaixo de uma queda d'água (uma das pequenas!), todo mundo sai encharcado e feliz. Tem lockers pras pessoas deixarem os pertences fora do barco.

Pegamos o ônibus e fomos para o ponto final, onde tem um restaurante e os mirantes mais próximos das cataratas que ficam suspensos sobre o rio. As vistas são incríveis, ainda mais com o belo dia que estava fazendo. Tinha bastante gente, mas não chegou a atrapalhar o passeio, porque as pessoas estão espalhadas por todo o parque. No ponto final no fim da tarde chegaram vários ônibus pra levar todo mundo embora e não esperamos nem um minuto, ficamos realmente impressionados com a organização do parque! No caminho de volta pra Argentina ainda passamos no Marco das 3 Fronteiras, onde se pode ver as fronteiras do Brasil, Argentina e Paraguai (mas na verdade é o rio que delimita as fronteiras).

Quando tentamos voltar pra Argentina veio o problema: um congestionamento gigantesco! Decidimos parar no free shop de novo e estava um pandemônio. Tivemos a sábia ideia de voltar pro lado brasileiro e jantar em Foz e nosso amigo tripadvisor nos indicou o restaurante italiano Vó Bertila. Quinze minutos depois estávamos sentados numa mesa ao ar livre tomando vinho da casa em um ambiente extremamente agradável! O restaurante é muito gostoso, os pratos são enormes e muito baratos para os padrões paulistanos (R$35 a massa para 2 pessoas).

Voltamos pra Argentina umas 11 da noite e ainda estava trânsito na fronteira, mas aí não teve jeito, tivemos que encarar (no fim das contas só demorou uns 20 minutos). Hoje é dia livre em Puerto Iguazu!

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Dicas sobre o aeroporto de Guarulhos - Cumbica

Nesta quarta-feira tivemos algumas experiências em relação ao aeroporto de Guarulhos:

1) Como chegar em Guarulhos (Cumbica)? Dutra ou Ayrton Senna?
Muito cuidado ao ir pela Dutra! Normalmente vamos pela Ayrton Senna, mas como o trânsito lá estava ruim pegamos a Dutra que teoricamente é um caminho até mais curto. O problema é que você cai automaticamente na pista expressa e se você não for pra pista lateral/local não consegue pegar a saída pro aeroporto. Obviamente não tem sinalização alguma te mandando ir pra pista lateral na última saída antes do aeroporto (e se não estou enganado era uma saída apenas; perdeu, já era). Problema 2: uma vez que você percebe que passou o aeroporto, precisa andar uns 10km até conseguir fazer um retorno. Problema 3: o retorno não é simplesmente uma alça que passa por cima ou por baixo da estrada: ele entra num bairro escuro e mal sinalizado e você anda alguns km passando no meio de casas, é uma experiência pouco agradável. Problema 4: conseguindo pegar a Dutra voltando pra São Paulo, a saída pro aeroporto também é extremamente escura e mal sinalizada e conseguimos perdê-la também! Por fim pegamos uma saída qualquer de Guarulhos e seguimos por dentro da cidade. Se estivéssemos meio em cima da hora teríamos perdido o vôo. E isso acontece com pessoas que vivem em São Paulo e vão com alguma frequência pro aeroporto. Imagina um gringo com um carro alugado?! Sem chance! Se você não conhece bem o caminho, prefira a rodovia Ayrton Senna

2) Onde estacionar em Guarulhos (Cumbica)
Um táxi de ida-e-volta pra Guarulhos sai no mínimo R$200 se você morar na Zona Sul ou Oeste e já faz um tempo que temos ido de carro pro aeroporto. Existem estacionamentos próximos que são bem mais baratos que o do aeroporto, onde você estaciona, fica com a chave e uma van te leva pro aeroporto. Nosso preferido era o BR Express Parking, até que na última viagem levamos um susto pois eles dobraram os preços. Para esta viagem resolvemos fazer uma pesquisa (os preços são para 4 diárias):

Flypark - R$96 descoberta, R$105 coberta, boa localização

Estes 3 ficam pros lados do hotel Marriott:
Zastras - R$60 descoberta (promoção)
Rede park R$80 - coberta
Voepark - R$72 descoberta, R$87 coberta, aceita sem parar, ducha gratis, reserva vaga por email

Econopark R$64 - av monteiro lobato
Airport park R$120 - monteiro lobato - sem parar, ducha gratis

park & board R$84 descoberta, R$100 coberta, ducha gratis, ganha milhas smiles, localização média

br express - R$130
Estacionamento oficial de Cumbica - R$200

Acabamos ficando entre o voepark e o Rede Park, mas o segundo era um pouco mais fácil de chegar. O processo de deixar o carro é bem rápido e fácil e a van leva 10 minutos até o aeroporto.


3) Onde comer em Guarulhos (Cumbica)
As escolhas óbvias são os restaurantes fast-food, mas eles costumam estar lotados e barulhentos. No Terminal 1, no piso térreo (desembarque), existe um restaurante chamado Terra Azul, que segundo nos informaram não é caro. Ele estava bem vazio e só chegamos nele perguntando para funcionários do aeroporto. Acabamos não ficando porque ele não tinha vinho (tem cerveja), mas em outra oportunidade certamente experimentaremos. Na extrema ponta do aeroporto no Terminal 1 tem um Viena (que estava lotado) e o Frontier beer, com jeito de pub mas que só serve comida japonesa e uns sanduíches simples (não tem hamburguer). Vale pelas opções de vinho, chopp, cerveja e pelas TVs passando jogos. Mas o melhor restaurante é o The Collection, na extrema ponta do aeroporto no Terminal 2! Comemos lá da última vez e estava excelente: ambiente tranquilo, hamburguers saborosos, boas opções de pratos a la carte e por buffet, vinhos e TVs passando os jogos da rodada. Com certeza é o nosso preferido.