domingo, 20 de junho de 2010

Pinguins e Cabo da Boa Esperança

Ontem acordamos cedo e começamos a dirigir rumo ao final da África (Cabo da Boa Esperança). Passamos pelas Clifton Beaches em Cape Town e chegamos em Hout Bay, que é uma baía incrivelmente bonita. A cada minuto queríamos parar na estrada para tirar mais fotos. Dia de sol, água verde e as montanhas ao redor da baía.

De lá seguimos pela Chapman's Peak Drive, uma estrada famosa pelo seu visual, que realmente é inacreditável. São alguns quilômetros andando pela encosta da montanha, com a vista do oceano. Detalhe: todas as estradas muito bem sinalizadas e em condição impecável.

Paramos em Boulder's Beach, em Simon's Town, onde tem uma enorme colônia de pinguins. A maioria fica protegida dentro de um parque, mas alguns ficam na praia e dá pra chegar bem perto deles. A Juli adorou. Almoçamos muito bem em Simon's Town (temos comido muito bem aqui) e seguimos viagem.

Chegamos no parque do cabo da Boa Esperança e subimos a pé uma escadaria gigante, até o farol, ponto mais alto. Estava meio cheio e com uma excursão de brasileiros pentelhos, que temos tentado evitar longe dos jogos. O lugar é muito bonito e é o marco geográfico que divide os oceanos Atlântico e Índico.

Voltamos pro hotel e repetimos o jantar para acabar com as coisas. Hoje de manhã voltamos para Joburg. Tentamos alugar um carro no aeroporto mas todas as locadoras estão fully booked. Pra vocês terem idéia como a cidade é voltada para quem tem carro: não existe ponto de táxi no aeroporto! Chamamos um que demora 40 minutos, vamos almoçar enquanto isso. É chegar em casa, deixar as coisas e ir pro jogo!
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Robben Island, Table Mountain e Franschoek

O passeio em Robben Island foi muito interessante. Um ônibus nos conduziu pela ilha, com algumas paradas onde descíamos e um ótimo guia que nos ensinou um pouco sobre a história da África. É emocionante ver onde o Mandela ficou 18 anos preso e imaginar que ele conseguiu superar o regime anterior em prol da nação. Muitos dos guias são ex-presos políticos, dando um toque mais pessoal na visita. Outro ponto que chamou a atenção é quão recente é o fim do apartheid. Não dá pra imaginar como eram as coisas por aqui nessa época.

Em seguida fomos para o Two Oceans Aquarium (onde vimos tubarões, pinguins, etc) e voltamos pro hotel para tentar resolver nossa situação. Perdemos uma meia hora ligando para o Decolar e a agência americana e ficaram de nos dar um parecer no dia seguinte. Como tínhamos cogitado ir embora do hotel, a supervisora falou com o gerente geral e nos fez uma tarifa acessível, então ficamos no nosso penthouse e na pior das hipóteses pagaríamos um pouco a mais do que prevíamos.

A noite tentamos ir no Fan Fest, uma área oficial da FIFA, com um telão gigantesco onde teoricamente o pessoal se reúne para ver os jogos. Na Alemanha eles eram o maior sucesso, mas aqui não tinha praticamente ninguém. Nem os taxistas ou o pessoal do hotel sabiam direito o que era ou como chegar la. Fomos ver o jogo do México em um restaurante mexicano e acho que nessa Copa não precisamos nos preocupar com a França.

No dia seguinte resolvemos alugar um carro, porque 2 diárias sairiam mais barato do que os tours de 1 dia para o Cabo da Boa Esperança e vinícolas de Stellenbosch/Franschoek. Foi a melhor decisão que tomamos! No começo foi meio estranho dirigir na mão inglesa, mas logo nos acostumamos.

Começamos pela Table Mountain, a montanha símbolo da cidade. Por termos comprado a entrada pela internet pulamos uma fila de umas 200 pessoas. Subimos de bondinho até o topo (a 1000 metros de altitude) e a vista de lá é impressionante!

De lá fomos para as vinícolas de Franschoek, onde almoçamos muito bem e fizemos uma degustação de vinhos no Dieu Donné. O lugar é maravilhoso, cercado pelas montanhas.

A noite fizemos hamburguers e salada na nossa cozinha americana.
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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Chegada em Cape Town

Chegamos em Cape Town pelo vôo da Kulula e gostamos bastante. O avião era bem novo e todo verde. No nosso vôo foram uns brasileiros causando (que se não me engano são da FEA) que começaram a tocar surdo e caixa no aeroporto de Cape Town, para alegria dos sul-africanos.

Chegamos no hotel, extremamente bem localizado. No check-in, surpresa: queriam nos cobrar mais de 10x o valor da nossa tarifa. Mostramos o valor da reserva e eles ficaram de ver com a agência hoje. Chegamos no quarto que é simplesmente absurdo: 2 quartos, 2 banheiros, uma sala gigantesca, cozinha americana e varanda (estamos na cobertura, of course)!! Algo não estava certo mas preferimos acreditar que era nosso presente de dia dos namorados.

Fomos jantar no Baia seafood restaurant, no V&A Waterfront, um shopping/pier na beira do mar. Acho que foi um dos melhores lugares que já fomos! Comemos salmão, lagosta, camarão, peixe e vinho; foi nossa comemoração de Dia dos Namorados atrasado e valeu muito a pena ter adiado 4 dias.

Hoje de manhã tomamos um mega café-da-manhã (incluído na nossa tarifa) e fomos na recepção ver o que dava com o nosso quarto. Basicamente compramos no decolar.com, que comprou de uma agência americana, que comprou de uma agência sul-africana, que comprou do hotel. A agência americana perdeu um 0 no meio do caminho e nos vendeu a 250 rands ao invés de 2500. Mas acho que não temos nada a ver com isso. A gerente do hotel falou para aproveitarmos o dia tranquilos que ela estava resolvendo.

Fomos andando até o pier de novo, e no caminho fomos numa roda gigante de 50 metros, com uma vista animal da cidade e da Table Mountain. As gôndolas têm ar-condicionado e TV de tela plana, muito hi-tech. Comemos no pier e agora estamos no barco rumo a Robben Island, onde o Mandela ficou preso. O tempo tá muito bom: sol, céu azul e temperatura de uns 20 graus no sol. Acho que hoje não vamos passar frio.

Hoje à noite vamos no Fan Fest para sentir um pouco mais do clima da Copa. Ontem foi bem triste a derrota da África do Sul, o segurança do shopping que viu o final do jogo com a gente quase desabou a chorar na nossa frente. A manchete de hoje era: "now we need a miracle".

Amanhã vamos alugar um carro para ir para as vinícolas de Stelenbosch e vamos ver quão difícil é dirigir na mão inglesa.
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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Brasil x Coréia do Norte (e o frio)

No dia do jogo acordamos tarde e o Panachão já tinha ido trabalhar. Fomos a pé até o shopping para comer e trocar dinheiro. A cidade é muito grande e o transporte público é só lotação (mas em vez de um cara gritando eles fazem um sinal com a mão, onde cada sinal indica uma região - "super fácil" para quem não é daqui). Sem chance. O problema é que táxis também não são muito comuns: não existem pontos, você tem que ligar para uma central e parece que são caros. Fizemos amizade com o garçom do restaurante, que nos indicou um amigo que é garçom lá mas também é guia nas horas vagas: conseguimos nosso motorista particular, chamado Lucky, imigrante do Zimbábue! O cara nos levou pro jogo, estacionou o carro perto da barreira que fecha o trânsito ao redor do estádio e andou com a gente até a porta do estádio, porque disse que aquele era o bairro dos nigerianos e ali era meio perigoso. Muito gente fina!

Chegamos umas 4hs antes no estádio. O legal é que após passar o controle dos ingressos, ainda tem uma área fora do estádio, com telão, sanduíche, cerveja, tenda dos patrocinadores, etc, onde fica todo mundo que tem ingresso mas é mais legal que ficar sentado dentro do estádio esperando. Tinha repórteres do mundo todo e a gente deu entrevista pra uma tv argentina (e na confusão perdemos o chapéu da Juli...). Tentamos encontrar o Giba e o Hirsch, sem sucesso. Encontramos o Panachão e uns 10 amigos brasileiros e ficamos com eles até a hora do jogo.

Entramos no estádio e descobrimos que ninguém checa de fato qual o seu lugar. Ao invés de subirmos para o nosso lugar, descemos e ficamos bem perto do campo. Detalhes: estava MUITO FRIO! O Leo teve que ficar de luvas o tempo todo (o que não é nada comum) e a Juli disse que foi o dia que passou mais frio na vida (mesmo com 3 calças e 5 blusas). Encontramos o Giba rapidinho no intervalo, mas ele estava aparentemente comportado. O jogo foi legal, mas o maior destaque foi o frio, que tira um pouco do clima. Para voltar, tivemos que pegar uma fila gigante para pegar o ônibus que nos levou até o carro do Panachão. Na teoria a idéia é boa, mas ficamos mais de meia hora passando frio de novo.

Hoje acordamos e tomamos café num buffet estilo americano e o Panachão nos trouxe para o aeroporto. Estamos indo para Cape Town com expectativa alta pela cidade e pela temperatura mais amena.
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Johannesburg

Chegamos em Johannesburg e a primeira coisa que chamou a atenção foi o aeroporto: novo, limpo e organizado. Todo branquinho, poderia muito bem ser o aeroporto de qualquer cidade européia. Guarulhos não chega nem perto...

O Panachão foi muito gente fina e foi buscar a gente com a Cacá (esposa dele). Os dois já moram aqui há quase 2 anos. A casa deles (onde estamos hospedados) é muito legal: fica dentro de um condomínio fechado, tem cozinha americana e lareira a gás. O lugar é bem tranquilo.

Na primeira noite fomos ao Montecasino, um centro de entretenimento que tem casino, bares e restaurantes. É como se fosse uma cidade artificial. O bom é que tem uma série de restaurantes de diferentes especialidades, tudo em um só lugar. Voltamos pra casa cedo pois estávamos cansados da viagem e no dia seguinte já era o jogo do Brasil.
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domingo, 13 de junho de 2010

Embarque

Como o vôo da South African sai a 1h30 da manhã, o aeroporto está tranquilo, mas na sala de embarque já começou um pouco do clima de Copa com o encontro da torcida brasileira com chilenos e argentinos. Daqui 9hs estamos lá!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Copa do Mundo - Preparativos

Vamos embarcar para a África do Sul no próximo domingo a noite. A ansiedade está absurda. A cada reportagem na TV um friozinho na barriga de saber que vamos estar dentro daquela festa em poucos dias.

Já compramos praticamente tudo: camisa oficial do Brasil, jaqueta, algumas camisas falsetas compradas na frente do Pacaembu para trocar por camisas de outras seleções, um monte de quinquilharia da 25 de março, passagens aéreas internas pela Kulula (www.kulula.com - South African budget airlines) e atrações de Cape Town (table mountain, aquário e robben island no site http://www.webtickets.co.za/ ). Só falta comprar algumas iguarias típicas brasileiras pro Panachão, meu grande amigo da Poli que mora em Johannesbourg e vai nos hospedar durante a Copa.

Tentaremos mandar updates diários durante a Copa. Já esperem o próximo post direto de Johannesbourg!!!