quarta-feira, 16 de junho de 2010

Brasil x Coréia do Norte (e o frio)

No dia do jogo acordamos tarde e o Panachão já tinha ido trabalhar. Fomos a pé até o shopping para comer e trocar dinheiro. A cidade é muito grande e o transporte público é só lotação (mas em vez de um cara gritando eles fazem um sinal com a mão, onde cada sinal indica uma região - "super fácil" para quem não é daqui). Sem chance. O problema é que táxis também não são muito comuns: não existem pontos, você tem que ligar para uma central e parece que são caros. Fizemos amizade com o garçom do restaurante, que nos indicou um amigo que é garçom lá mas também é guia nas horas vagas: conseguimos nosso motorista particular, chamado Lucky, imigrante do Zimbábue! O cara nos levou pro jogo, estacionou o carro perto da barreira que fecha o trânsito ao redor do estádio e andou com a gente até a porta do estádio, porque disse que aquele era o bairro dos nigerianos e ali era meio perigoso. Muito gente fina!

Chegamos umas 4hs antes no estádio. O legal é que após passar o controle dos ingressos, ainda tem uma área fora do estádio, com telão, sanduíche, cerveja, tenda dos patrocinadores, etc, onde fica todo mundo que tem ingresso mas é mais legal que ficar sentado dentro do estádio esperando. Tinha repórteres do mundo todo e a gente deu entrevista pra uma tv argentina (e na confusão perdemos o chapéu da Juli...). Tentamos encontrar o Giba e o Hirsch, sem sucesso. Encontramos o Panachão e uns 10 amigos brasileiros e ficamos com eles até a hora do jogo.

Entramos no estádio e descobrimos que ninguém checa de fato qual o seu lugar. Ao invés de subirmos para o nosso lugar, descemos e ficamos bem perto do campo. Detalhes: estava MUITO FRIO! O Leo teve que ficar de luvas o tempo todo (o que não é nada comum) e a Juli disse que foi o dia que passou mais frio na vida (mesmo com 3 calças e 5 blusas). Encontramos o Giba rapidinho no intervalo, mas ele estava aparentemente comportado. O jogo foi legal, mas o maior destaque foi o frio, que tira um pouco do clima. Para voltar, tivemos que pegar uma fila gigante para pegar o ônibus que nos levou até o carro do Panachão. Na teoria a idéia é boa, mas ficamos mais de meia hora passando frio de novo.

Hoje acordamos e tomamos café num buffet estilo americano e o Panachão nos trouxe para o aeroporto. Estamos indo para Cape Town com expectativa alta pela cidade e pela temperatura mais amena.
Enviado do meu BlackBerry® da TIM

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