terça-feira, 30 de agosto de 2011

Primeiro dia em Seychelles

Nossa lua-de-mel começa em Seychelles, depois de mais de 24 horas de viagem! Foram 10 horas de vôo até Lisboa, uma conexão apertada de 50 minutos onde tivemos que correr pelo aeroporto e pedir para furar a fila da imigração, 2,5 horas de vôo até Roma e mais 9 horas até Victoria, capital de Seychelles que fica na maior ilha do país, Mahe. Seychelles é um país independente, de colonização francesa e inglesa e com população descendente de escravos, chineses, ingleses e franceses. De acordo com o motorista da Creole (empresa daqui que a Juli representa no Brasil) que nos levou do aeroporto ao hotel a população é de 88 mil habitantes (caberia no Maracanã antes da reforma para a Copa)! Mahe mede 27 x 7 km para se ter uma idéia de dimensão. Existem eleições presidenciais a cada 5 anos e o Leo faz aniversário no mesmo dia do presidente (e do motorista)!

A estrada que corta as montanhas por dentro da ilha até o hotel nos lembrou Ilha Bela, mas as semelhanças pararam por aí. Chegamos ao Ephelia, um hotel resort de luxo. O Ephelia tem diversos tipos de villas, que na verdade são casas e existem as spa villas (a que estamos), beach villas (mais próximas da praia), hillside villas entre outras. O hotel é imenso e tem 2 praias (uma ao sul que não é lá grande coisa e uma ao norte, com mar verde e areia branquinha, que é a da foto), quadras de tênis, dois spas, parede de alpinismo e 5 restaurantes. Tem também um viveiro de tartarugas gigantes, uma de 100 anos, que alimentamos ontem a tarde! O meio de locomoção oficial dentro do hotel são carrinhos de golfe elétricos, mas nós temos usado as bicicletas disponíveis no nosso jardim.

O grande destaque para nós foi a nossa spa villa! Trata-se de uma casa gigantesca, com uma piscina própria de uns 10 metros de comprimento, sauna, 2 suítes, bela banheira com hidromassagem, escritório com TV gigante com acesso a internet e filmes sob demanda, tocador de ipod, frigobar e mini-adega. Não dá vontade de sair de lá pra nada!

Hoje acordamos às 5 da manhã, ainda estamos com o fuso bagunçado. Decidimos aproveitar e ir ver o sol nascer, sem sucesso, já que o dia está nublado. A praia do sul não estava legal de novo (maré cheia e muito vento) mas a do norte estava muito bonita e éramos as únicas pessoas por lá! Tiramos umas fotos e fomos os primeiros a chegar em um dos restaurantes para o café-da-manhã, super completo, com todo tipo de frutas, pães, salsichas, omelete, pain-au-chocolat e até marlin defumado! Voltamos pro quarto pra descansar o café e dormimos de novo! Ah que vida dura!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Kruger Park

Acordamos as 6h da manha para dirigir 400km rumo ao Kruger Park. As estradas por aqui são ótimas, fizemos um desvio de 150km para apreciar a vista do Blyde River Canyon, que saiu até no Fantástico, mas estávamos com expectativa muito alta e não ficamos tão deslumbrados quanto imaginávamos..

Oito horas depois, chegamos ao Paul Kruger Gate, para tentar passar a noite em um dos camps, já que ninguém pode ficar dentro do parque depois que escurece, a não ser dentro dessa espécie de mini-cidade.

Por incrível que pareça, todos os 10 camps estavam lotados! No caminho, vimos elefante, girafa e o pumba, mas tivemos que sair para procurar um lugar para dormir. Conseguimos, no último minuto - literalmente - o último quarto de um hotel próximo ao Kruger, o Protea. O hotel era lindo, suspenso no meio da floresta, pena que não deu tempo para aproveitar!

Corremos para pegar o Sunset Drive, que começava as 17h, um safari guiado feito dentro de um jipe aberto. É o único jeito de entrar no parque depois de escurecer. Valeu muito a pena! Vimos os bichos mais difíceis: leopardo e rinoceronte, além de impalas e camaleão.

Hoje acordamos as 6h e apenas agora, 17:30, conseguimos sair do parque, porque o dia foi sensacional!! Logo de cara vimos hipopótamos no lago, depois girafa, zebra, gnu, uma manada de elefantes atravessando a pista, hiena, pumba, mais impalas, outros tipos de antílopes...
Dos chamados BIG FIVE - búfalo, elefante, rinoceronte, leopardo e leão - só faltou o rei da selva para completarmos a lista (mas já vimos e brincamos com vários no Lions Park)!!
Enfim, dizem que é preciso um pouco de sorte para ver algum animal no Kruger Park.. Podemos dizer que hoje, com certeza, foi nosso LUCKY DAY!! O Kruger Park é imperdivel, qualquer um que venha para esses lados tem que conhecer o parque, fechamos nossa viagem da melhor maneira possivel!!
Agradecemos a companhia do Ajeitadinho - e a insistencia em querer vir para ca - e, claro, aos nossos amigos Panachao e Caca, por terem nos acolhido em sua casa e terem tornado nossa viagem possivel (e ainda mais divertida)!!
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Brasil x Chile

Dia de jogo não dá pra fazer muita coisa: 4 da tarde já fomos encontrar o Panachão no trabalho dele e de lá fomos para a casa do pessoal do trailer. Dessa vez fomos pro estádio em 2 trailers (denominados Amaral e Fernandão pelo pessoal).

De novo paramos os trailers no estacionamento e fomos causando no ônibus até o Ellis Park. Depois de 15 dias tentando encontrar o Giba, cruzamos com ele na porta do estádio sem querer. Encontramos o Pará também e tentamos sentar juntos, mas dessa vez o estádio estava lotado e tivemos que ir para o nosso lugar. Era lá no alto mas até que dava pra ver o jogo bem. O Brasil passeou. Na volta, mais causação e dormir o quanto antes para ir pro Kruger Park no dia seguinte.
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domingo, 27 de junho de 2010

De Volta a Joanesburgo

Chegamos a Joanesburgo e conseguimos alugar um carro!! Um Chev Spark roxo, minusculo, sem direcao hidraulica mas mil vezes melhor do que depender de taxis que nao existem! O Panachao ainda estava em Durban, entao levamos o Ajeitadinho pro MonteCasino, o casino/castelo aqui perto. Ele ficou deslumbrado! Comemos muito bem vendo a classificacao de Gana. Os africanos foram a loucura e estao realmente torcendo e achando que Gana vai ganhar a Copa. Nos vemos na semi-final...

Hoje pegamos o Paulinho (que voltou no onibus noturno de Durban) e fomos ao Lion Park e foi um dos melhores passeios da viagem. E um parque/zoologico perto da nossa casa, onde tem filhotes de leao (da pra entrar na jaula e passar a mao neles), girafas (que da pra alimentar), jaulas com chacais, cheetahs, hienas, avestruzes e campos com leoes.



Um dos destaques foi alimentar as girafas, que tem uma lingua preta, grande e aspera; quem teve mais nojo foi o Ajeitadinho, o que nos rendeu boas risadas.

Entramos no campo dos leoes e por sorte domingo ao meio-dia eh o horario em que eles sao alimentados. Ficamos uma meia hora assistindo uns dez leoes comerem pedacos de carne, umas partes que pareciam pernas de cavalos, costelas, etc. Ficamos a uns 5 metros dos leoes!! Na saida comemos braai, o churrasco tipico sul-africano, composto de boerewors (uma linguica de carne bovina), lamb chops e um espetinho de frango.

De volta pra casa o Panachao ja tinha chegado com a Caca e o Salgado, vimos a Inglaterra dar adeus a Copa e todos foram para o jogo da Argentina. Ficamos por aqui pesquisando acomodacao pro Kruger Park, acho que vai dar certo! O ponto negativo e que descobrimos que o museu do Apartheid nao abre as segundas-feiras, entao nao vai dar pra ir. Acho que amanha so vamos concentrar pro jogo e tentar encontrar o Para (que chegou ontem). Vai Brasil!

sábado, 26 de junho de 2010

Brasil x Portugal

No dia anterior ao jogo fomos ao PheZulu Safari Park, a uma hora de carro de Durban. E uma vila Zulu bem turistica, onde nos mostram as "ocas", uma danca Zulu, um mini-zoologico com cobras e crocodilos e por fim um "safari" de 1 hora onde pudemos ver girafas, impalas (um tiop de veado) e zebras. Bem turistico e "not the real thing", mas valeu a pena.

No dia do jogo fomos encontrar o Panachao, Salgado, Ajeitadinho e todos os demais no Joe Cools, um bar/balada na beira da praia. Tava muito sol e calor, clima perfeito! Encontrei o Toto e o Goiabinha por la tambem (mais amigos da Poli). Partimos em umas dez pessoas pelo calcadao da praia rumo ao estadio. O Salgado tinha comprado uma bola e fomos tabelando ate o estadio, a la aquele comercial da Nike no aeroporto. A galera ia ao delirio. Na porta do estadio havia uns nativos fazendo uma danca tipica sul-africana e la foi a torcida brasileira interagir com eles, tentando dancar junto mas fazendo uma danca ridicula. Demais de engracado.

O estadio (Moses Mahbida) e fantastico!! Muito bonito e bem estruturado. Novamente ignoramos nossos assentos e ficamos onde queriamos. Uns 20 minutos antes do jogo comecar aparecemos no telao do estadio, sera que apareceu no Brasil? Talvez so pra quem tivesse assistindo na sportv. O jogo foi aquela coisa, mas valeu o empate pro Brasil passar em primeiro lugar do grupo (se passasse em segundo jogaria em Cape Town ao inves de Joanesburgo e nos nao teriamos ingresso/passagem/hospedagem). E escolherem o Cristiano Ronaldo como craque do jogo foi piada ne? O Lucio e quem merecia, nao vi ele perder uma bola na Copa ate agora, monstro!

Na saida do jogo sentimos a falta de estrutura da cidade... tentamos comer no cassino que era ali perto mas estava abarrotado. Andamos ate a rua florida, e todos os restaurantes tambem estavam lotados. Eu e a Juli sentamos em um restaurante e esperamos uma hora, e quando fomos cobrar a garconete ela disse que iria demorar mais uma hora. Ficamos transtornados e fomos embora, acabamos comendo um hamburguer em um fast food umas 3hs depois do jogo. Foi o suficiente para nos tirar do clima. Voltamos para casa e fomos dormir. A cidade simplesmente nao comporta 60 mil pessoas querendo ir jantar ao mesmo tempo.

Estamos voltando para Joanesburgo daqui a pouco e ja estamos chegando na parte final da viagem. Ainda estamos vendo o esquema mas possivelmente tentemos ir pro Kruger Park na 3a e 4a feira.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Durban!

O slogan de Durban para a Copa é: The warmest place to be in 2010. Realmente, perto de Joburg, aqui ta bem melhor, dias quentes, mas noites frias. No primeiro dia, logo quando chegamos, fomos para o Fan Fest, o único da Copa que acontece na praia, torcemos para Bafana Bafana, mas não deu.. A derrota foi triste, mas agora todos estão focados em ser bons anfitriões e muitos torcem para o Brasil. Alugamos um carro, porque a casa em que estamos - de um pastor que o Leo encontrou no CouchSurfing- fica mais afastada da cidade. Os donos da casa não estão, mas os filhos - 3 moleques de uns 20 anos- dão conta do recado. Além dos filhos, os avós e mais dois gatos e três cachorros moram na casa. Apesar de tanta diversidade, o esquema é bom e estamos confortáveis. Ontem fomos com Ajeitadinho e Paulinho, nossos companheiros de viagem, para o Ushaka - uma mistura africana de Sea World com Wet and Wild - nota 3,5, se compararmos com as franquias norte-americanas. Depois assistimos ao jogo no Moyo, um bar naipe em frente à praia, conseguimos um sofazinho em frente a Tv. Seguimos para a Rua Florida, que concentra barzinhos e restaurantes. A cidade lembra Guarujá, é voltada para o turismo, mas não chega aos pés de Cape Town. O grande trunfo é o clima e a praia, of course. Agora estamos indo para uma vila turístico conhecer um pouco mais da tradição zulu.
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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Brasil x Costa do Marfim - jogo perfeito!

Chegamos na casa do Panachão e o Salgado já estava lá, ele tinha chegado do Brasil no dia anterior e vai ficar lá também. O Panachão e a Cacá chegaram logo depois, vindo de Durban. Fomos para a casa onde uns amigos brasileiros estão estacionando o motorhome, deixamos o carro lá e fomos todos de motorhome para o jogo (13 pessoas)!

Paramos o motorhome em um estacionamento e pegamos o ônibus para o estádio. O que faltou no jogo passado sobrou nesse: ir causando no transporte público! Fomos cantando o caminho todo para delírio dos sul-africanos que estavam no ônibus. O soccercity é de encher os olhos: muito bonito e bem organizado. E o melhor de tudo: não estava nem perto do frio polar do outro jogo! Devia estar por volta de 10 graus.

Desistimos de ir para o nosso lugar, que era categoria 1 (teoricamente a melhor), mas era no anel superior lá em cima e na linha de fundo. Ficamos junto com o Panachão e Salgado, na categoria 3, atrás do gol mas bem perto do campo. Muito melhor! Um dos destaques foram a Juli e o Panachão atrás do gol ensinando músicas brasileiras pros sul-africanos.

O jogo também ajudou, e saímos satisfeitos com a atuação do Brasil, exceto pela expulsão do Kaká. No final do jogo o Leo trocou uma camisa do Brasil por uma da Costa do Marfim e um chapéuzinho da Copa passada por um gorro da África do Sul. Os sul-africanos ficaram muito felizes com a nossa presença do lado deles no jogo, apesar da maioria ter torcido para o time africano.

Na saída novamente uma fila gigantesca para pegar o ônibus, e acabamos descobrindo um trem que nos levou para o estacionamento muito mais rápido do que pegar o trânsito. Novamente fomos causando do início ao fim. Por toda a galera, causação, clima e futebol da seleção esse jogo foi muito melhor do que o outro!

Hoje fomos para a Nelson Mandela, onde se concentram grande parte dos turistas. A Juli rachou uma costela gigante com o Salgado, e vimos os dois jogos da tarde por lá. No jogo do Chile o Ajeitadinho chegou vindo direto do Brasil. Passamos o dia lá porque tudo é muito longe, e chegamos a conclusão que a dificuldade de locomoção tem nos incomodado bastante. Reservamos um carro pra nossa volta pra Joanesburgo.

Amanhã de manhã voamos pra Durban, cidade de praia e clima quente. Ayoba!
Enviado do meu BlackBerry® da TIM